segunda-feira, maio 21, 2007

Pedro e Inês 2003

Um tinto profundo, misterioso, onde se notam ameixas e madeira. Mais do que dizer há que provar.

Região: Dão
Produtor: Dão Sul
Teor alcoólico: 14%
Nota: 8,5/10

sábado, abril 28, 2007

Quinta de Cabriz Reserva 2004

Este tinto está bem melhor no nariz do que na boca. Sinceramente achei-o demasiado festivo e, por conseguinte, cansativo nos aromas, tal a festarola. Bastante floral, sobretudo violetas, alguma fruta madura, baunilha e um toque levezinho a couro. Tudo muito bem, mas com o passar da refeição tornou-se fatigante, sobretudo ar do ramalhete. Na boca é maciozinho e bem mais desinteressante face ao esplendor olfactivo e incaracterístico, com alguma fruta discreta. Todavia não se pense mal, que está um bom pedaço de vinho.

Produtor: Dão Sul
Região: Dão
Nota JB: 5,5/10
Nota PR: 5/10

quinta-feira, abril 26, 2007

Cartuxa 2002

Este vinho é um clássico e, como tal, não desilude. É o que é. Encanta quanto baste e evoca paisagens doutro tempo. Merece ser bebido. Tem fruta discreta e madeira nobre. É bem elegante e distinto. Bem equilibrado. Um belo alentejano.

Região: Évora - Alentejo
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Teor alcoólico: 13,5%
Nota 7/10

sexta-feira, abril 20, 2007

Encostas de Penalva 2004

Comprei este tinto por menos de dois euros. Antes que me argumentem que por esse preço não há bom vinho, respondo que os países do «novo mundo» aí estão para provar o contrário: vinho de grande consumo a preços acessíveis e que nem todo o vinho tem de ser uma preciosidade e caro. Repito que me marimbo para o preço e para as relações de qualidade e preço. Bebo o que gosto e recomendo o que julgo valer a pena.
Neste caso não recomendo. No nariz é um soco de álcool, o que transborda para a boca. É maciosinho e tal, mas nada mais. É desinteressante como uma folha de papel. Não percebo. Nem sequer percebo como foi aprovado como Dão, pois vinho desta qualidade deveria ser chumbado em nome da dignidade e reputação da região. Certamente só porque rende uns cobres em selos de certificação é que é aceite pela entidade que deveria zelar pela qualidade da denominação ou então em nome dum qualquer direito adquirido. Não percebo o que este vinho possa significar para quem o produz, pois não pode encher de orgulho quem o faz. Não percebo como chega ao mercado este vinho e, para mais, com o selo Dão à garupa.

Região: Dão
Produtor: Adega Cooperativa de Penalva do Castelo
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 2/10

domingo, abril 15, 2007

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2004


No nariz há a apontar de negativo um forte odor alcoólico, que esmaga tudo à volta. È preciso esperar antes que os restantes aromas venham à tonam. De resto é bem agradável a suave compota e canela que nele se notam. Na boca, este tinto é potente, com bons taninos, com compota, fruta vermelha discreta, madeira. Belíssimo. Será bom bebê-lo daqui por um par de anos.
JB

Região: Douro
Produtor: Sociedade Agrícola da Quinta do Crasto
Teor alcoólico: 14,5%
Nota JB: 8/10
Nota PR: 8/10

quinta-feira, abril 12, 2007

Muxagat Branco 2005


Como toda a gente sabe não sou apreciador de vinhos brancos, deram-mo a provar num jantar.
Efectuado na região de Foz Côa com as castas rabigato (90%) e o restante de gouveio, códega e viosinho. Parte do lote é envelhecido durante oito meses em barricas novas de carvalho francês.
Frutado, com aromas de citrinos. Final de boca agradável . Um bom branco a reapreciar novamente.

Região: Douro
Produtor: Muxagat Vinhos Lda
Teor alcoólico: 13%
Enólogo : Mateus Nicolau de Almeida
Nota: 6/10
PS: Foto tirada do blog "Copo de 3", que espero não se importe.

domingo, abril 01, 2007

Altas Quintas Crescendo 2005

Este tinto pretende ocupar um patamar mais abaixo face aos outros vinhos da casa. Contudo, surpreendeu-me pela positiva. A puxar bem sem se tornar enjoativo, com bom corpo, bela madeira e saudáveis frutos.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Altas Quintas
Teor alcoólico: 14%
Nota: 6,5/10

domingo, março 25, 2007

Colares Chitas 1992

Apesar da crise da região, Colares ainda vai dando ao mundo e às bocas belas coisinhas. Têm-me chegado aos ouvidos notícias de que os Colares Chitas não andam grande coisa. Pois talvez não estejam ao nível do que já foram e eu não tenho idade para ter memória, porém este de 1992 achei-o muito bem. Bebi-o relativamente jovem e estava, é claro, capaz de aguentar muitos anos, na boa tradição dos Colares. Bateu-se bem com pratos companeiros tradicionais: bacalhau (pataniscas e pastéis).

Região: Colares
Produtor: António Bernardino Paulo da Silva
Teor alcoólico: 11%
Nota: 7/10

Poeira 2001


A perfeição ou a quase perfeição rouba palavras. Há muito mais a dizer quando se tem alguma coisa a criticar. Deste vinho não há muito a dizer: É fabulástico. Não me apetece dizer mais nada. Seria poluí-lo.
JB

Pouco mais posso acrescentar a não ser que o melhor mesmo é bebê-lo.
Penso que se aguentará por mais alguns anos.
PR

Região: Douro
Produtor: Jorge Nobre Moreira
Teor alcoólico: 13%
Nota JB: 9/10
Nota PR: 9/10

sexta-feira, março 23, 2007

Morgado da Canita 2004

Este não é, claramente um grande tinto nem um tinto de excelência. É um tinto que não envergonha, que vai para o mercado a preço cordato. É um dos chamados vinhos de combate, daqueles que vencem pela relação entre a qualidade e o preço, que têm de se apresentar em meias garrafas. Devo dizer que no padrão da gama é dos melhores que tenho tragado. É honesto.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Casa Agrícola Santos Jorge
Teor alcoólico: 13,5%
Nota: 4/10

domingo, março 18, 2007

Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2004

Este é um branco que vai bem com peixes pesados e gordos e com carnes menos robustas. Tem um nariz com fruta madura e é bem gordo e macio. Tem classe.

Região: Dão
Produtor: Paço de Santar
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 7/10

La Chablisienne 2005

Não sendo o melhor Chablis até agora tragado, o La Chablisienne mostrou-se todo ele digno da denominação e bem dotado de encanto. Fino, elegante, com os poderes mágicos que se exigem a estes borgonheses.

Região: Chablis
Produtor: SCA La Chablisienne
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 6/10

Terra de Lobos - Castelão Cabernet Sauvignon 2003

É um vinho onde parece que as coisas não batem certo. Será que são as castas que andam à luta? pareceu-me rústico... Ao mesmo tempo entediante e aborrecido. No entanto, há que elogiar a ausência do aroma a pimentão e do sabor impositivo da casta cabernet... porém, a coisa não me pareceu resultar.

Região: Regional Ribatejano
Produtor: Casal Branco
Teor alcoólico: 13,5%
Nota: 3,5/10

Riscal Tempranillo 2004

Casa dos Herderos de Marqués de Riscal é mais conhecida pelos seus vinhos de Rioja e seguidamente de Rueda, mas a empresa estende a sua actividade também a Castela-Leão, donde provém este tinto. Sabe-se que em Espanha várias regiões e muitas adegas se têm voltado para o mercado, mostrando-se atentas às novas tendências, ao perfil dos novos consumidores e às setas indicativas do novo mundo. A Marquès de Riscal tem neste vinho um produto popular e jovem, o que não quer dizer que seja bom ou interessante, mas também não implica que seja mau ou desinteressante. Quanto a mim, acho apenas que não atrasa nem adianta. De facto não é mau, mas também não é interessante.

Região: Castilla y Léon
Produtor: Herderos de Marqués de Riscal
Teor alcoólico: 14%
Nota: 4/10

Campolargo Arinto 2005

É um vinho bem vivo, vegetal e frutado, com apenas a lamentar um certo prolongamento açucarado que deixa na boca. É elegante e merece aplauso.

Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo
Teor alcoólico: 13,5%
Nota: 7,5/10

Campolargo Bical 2005

Este é um vinho fermentado em madeira e que resulta muito fino e elegante, com uma bela fruta e aroma muito agradável. Não tenho muitas palavras para o definir, sendo que é um dos meus brancos favoritos.

Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo
Nota: 8,5/10

Frei João Reserva 1991

É uma pena os vinhos da Bairrada andarem tão fora de moda. Na verdade não merecem. A casta baga bem dominada e o estágio em garrafa fazem vinhos únicos. Que belo prazer me deu e que saudades me matou. Estava elegante, em grande forma, mostrando que poderia aguentar-se por mais uns anos.

Região: Bairrada
Produtor: Caves São João
Nota: 6/10

Herdade dos Lagos Syrah Reserva 2004

Serviram-me este vinho, porque (parece) que ando com fama de querer experimentar sempre vinhos diferentes, e este foi-me apresentado como raridade em Lisboa e, mesmo, Portugal, pois ao que parece tem os mercados internacionais como quase único destino. Este faz-se em Mértola e conta com uns potentes 15 graus de álcool. Contudo não se dá por eles, pois servido à temperatura regulamentar nada de embate alcoólico foi notado. No nariz notou-se fruta sem exuberância e toque abaunilhado, na boca é macio e elegante. Para quem o bebe tem lá o sabor dos tintos alentejanos e um forte perfil internacional. Aliás, estas duas características são, para mim, os seus defeitos: não tem nada de novo, é uma citação de sabor e temperamento.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Herdade dos Lagos
Teor alcoólico: 15%
Nota: 6/10

Grilos 2005

Por vezes não há nada como o sucesso para estragar um vinho ou uma marca. No Dão existia uma marca que punha no mercado um vinho popular, a preços simpáticos e com uma belíssima qualidade. Tornei-me a adepto e recomendei-o fartamente, comprando-o igualmente. Eu, que me assumo como negligente da relação qualidade e o preço, referi bastamente, a existência dessa relação nesse dito vinho: o Quinta dos Grilos, que, ano após anos, foi habituando os consumidores a uma boa qualidade.
O sucesso da marca ditou que a produção da Quinta dos Grilos fosse insuficiente para abastecer as necessidades. O mercado gostou dos Grilos e as vides da quinta tornaram-se insuficientes para abastecer a procura. Daí que os seus responsáveis tivessem de procurar fora de portas uvas para satisfazer a procura, o que não tem mal algum.
A primeira consequência é que como deixou de ser um vinho de quinta, a marca perdeu o direito a ostentar o vocábulo. Paciência, não é problema. Não tem mal, desde que a qualidade esteja à altura. O problema é que não está. Nâo sequer duvido do rigor do trabalho nem do esforço, mas é óbvia a diferença qualitativa dos Grilos de 2005 para os Quinta dos Grilos de anos anteriores.
Pode argumentar-se que em vinhos populares não é suposto ter-se um padrão de qualidade tão alto ou que a qualidade deste Grilos está ao nível dos seus concorrentes ou até acima. Pode ser, mas o facto é que nos anos anteriores era bem melhor. Está bebível, mas muito abaixo face ao que era. É pena!
JB

Região: Dão
Produtor: Sociedade Agrícola de Casal da Tonda
Teor alcoólico: 13%
Nota JB: 3/10

Quinta do Monte d'Oiro - Aurius 2002


Efectuado com uma combinação das castas syrah, tinta roriz e petit verdot.
Muito elegante e um pouco floral. Eu que gosto de vinho bem elegantes, este não me seduziu por aí além. Confesso que não me encaixo bem na boca, certamente pelo excessivo maneirismo e perfil internacional. Não será defeito, mas feitio. Contudo, é um belo vinho!
JB
Para mim é mais um vinho, disse-me pouco. Elegante, trabalhado e como escreveu o João feito a pensar no mercado internacional.
PR

Região: Regional Estremadura
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d'Oiro
Teor alcoólico: 14,5%
Nota JB: 6/10
Nota PR: 6/10