Este não é, claramente um grande tinto nem um tinto de excelência. É um tinto que não envergonha, que vai para o mercado a preço cordato. É um dos chamados vinhos de combate, daqueles que vencem pela relação entre a qualidade e o preço, que têm de se apresentar em meias garrafas. Devo dizer que no padrão da gama é dos melhores que tenho tragado. É honesto.
Região: Regional Alentejano
Produtor: Casa Agrícola Santos Jorge
Teor alcoólico: 13,5%
Nota: 4/10
sexta-feira, março 23, 2007
domingo, março 18, 2007
Paço dos Cunhas de Santar Vinha do Contador 2004
Este é um branco que vai bem com peixes pesados e gordos e com carnes menos robustas. Tem um nariz com fruta madura e é bem gordo e macio. Tem classe.
Região: Dão
Produtor: Paço de Santar
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 7/10
Região: Dão
Produtor: Paço de Santar
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 7/10
La Chablisienne 2005
Não sendo o melhor Chablis até agora tragado, o La Chablisienne mostrou-se todo ele digno da denominação e bem dotado de encanto. Fino, elegante, com os poderes mágicos que se exigem a estes borgonheses.
Região: Chablis
Produtor: SCA La Chablisienne
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 6/10
Região: Chablis
Produtor: SCA La Chablisienne
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 6/10
Terra de Lobos - Castelão Cabernet Sauvignon 2003
É um vinho onde parece que as coisas não batem certo. Será que são as castas que andam à luta? pareceu-me rústico... Ao mesmo tempo entediante e aborrecido. No entanto, há que elogiar a ausência do aroma a pimentão e do sabor impositivo da casta cabernet... porém, a coisa não me pareceu resultar.
Região: Regional Ribatejano
Produtor: Casal Branco
Teor alcoólico: 13,5%
Nota: 3,5/10
Região: Regional Ribatejano
Produtor: Casal Branco
Teor alcoólico: 13,5%
Nota: 3,5/10
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Regional Ribatejano,
Tinto
Riscal Tempranillo 2004
Casa dos Herderos de Marqués de Riscal é mais conhecida pelos seus vinhos de Rioja e seguidamente de Rueda, mas a empresa estende a sua actividade também a Castela-Leão, donde provém este tinto. Sabe-se que em Espanha várias regiões e muitas adegas se têm voltado para o mercado, mostrando-se atentas às novas tendências, ao perfil dos novos consumidores e às setas indicativas do novo mundo. A Marquès de Riscal tem neste vinho um produto popular e jovem, o que não quer dizer que seja bom ou interessante, mas também não implica que seja mau ou desinteressante. Quanto a mim, acho apenas que não atrasa nem adianta. De facto não é mau, mas também não é interessante.
Região: Castilla y Léon
Produtor: Herderos de Marqués de Riscal
Teor alcoólico: 14%
Nota: 4/10
Região: Castilla y Léon
Produtor: Herderos de Marqués de Riscal
Teor alcoólico: 14%
Nota: 4/10
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Castilla y Léon,
Tinto
Campolargo Arinto 2005
É um vinho bem vivo, vegetal e frutado, com apenas a lamentar um certo prolongamento açucarado que deixa na boca. É elegante e merece aplauso.
Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo
Teor alcoólico: 13,5%
Nota: 7,5/10
Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo
Teor alcoólico: 13,5%
Nota: 7,5/10
Campolargo Bical 2005
Este é um vinho fermentado em madeira e que resulta muito fino e elegante, com uma bela fruta e aroma muito agradável. Não tenho muitas palavras para o definir, sendo que é um dos meus brancos favoritos.
Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo
Nota: 8,5/10
Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo
Nota: 8,5/10
Frei João Reserva 1991
É uma pena os vinhos da Bairrada andarem tão fora de moda. Na verdade não merecem. A casta baga bem dominada e o estágio em garrafa fazem vinhos únicos. Que belo prazer me deu e que saudades me matou. Estava elegante, em grande forma, mostrando que poderia aguentar-se por mais uns anos.
Região: Bairrada
Produtor: Caves São João
Nota: 6/10
Região: Bairrada
Produtor: Caves São João
Nota: 6/10
Herdade dos Lagos Syrah Reserva 2004
Serviram-me este vinho, porque (parece) que ando com fama de querer experimentar sempre vinhos diferentes, e este foi-me apresentado como raridade em Lisboa e, mesmo, Portugal, pois ao que parece tem os mercados internacionais como quase único destino. Este faz-se em Mértola e conta com uns potentes 15 graus de álcool. Contudo não se dá por eles, pois servido à temperatura regulamentar nada de embate alcoólico foi notado. No nariz notou-se fruta sem exuberância e toque abaunilhado, na boca é macio e elegante. Para quem o bebe tem lá o sabor dos tintos alentejanos e um forte perfil internacional. Aliás, estas duas características são, para mim, os seus defeitos: não tem nada de novo, é uma citação de sabor e temperamento.
Região: Regional Alentejano
Produtor: Herdade dos Lagos
Teor alcoólico: 15%
Nota: 6/10
Região: Regional Alentejano
Produtor: Herdade dos Lagos
Teor alcoólico: 15%
Nota: 6/10
Etiquetas:
Regional Alentejano,
Tinto
Grilos 2005
Por vezes não há nada como o sucesso para estragar um vinho ou uma marca. No Dão existia uma marca que punha no mercado um vinho popular, a preços simpáticos e com uma belíssima qualidade. Tornei-me a adepto e recomendei-o fartamente, comprando-o igualmente. Eu, que me assumo como negligente da relação qualidade e o preço, referi bastamente, a existência dessa relação nesse dito vinho: o Quinta dos Grilos, que, ano após anos, foi habituando os consumidores a uma boa qualidade.
O sucesso da marca ditou que a produção da Quinta dos Grilos fosse insuficiente para abastecer as necessidades. O mercado gostou dos Grilos e as vides da quinta tornaram-se insuficientes para abastecer a procura. Daí que os seus responsáveis tivessem de procurar fora de portas uvas para satisfazer a procura, o que não tem mal algum.
A primeira consequência é que como deixou de ser um vinho de quinta, a marca perdeu o direito a ostentar o vocábulo. Paciência, não é problema. Não tem mal, desde que a qualidade esteja à altura. O problema é que não está. Nâo sequer duvido do rigor do trabalho nem do esforço, mas é óbvia a diferença qualitativa dos Grilos de 2005 para os Quinta dos Grilos de anos anteriores.
Pode argumentar-se que em vinhos populares não é suposto ter-se um padrão de qualidade tão alto ou que a qualidade deste Grilos está ao nível dos seus concorrentes ou até acima. Pode ser, mas o facto é que nos anos anteriores era bem melhor. Está bebível, mas muito abaixo face ao que era. É pena!
JB
Região: Dão
Produtor: Sociedade Agrícola de Casal da Tonda
Teor alcoólico: 13%
Nota JB: 3/10
O sucesso da marca ditou que a produção da Quinta dos Grilos fosse insuficiente para abastecer as necessidades. O mercado gostou dos Grilos e as vides da quinta tornaram-se insuficientes para abastecer a procura. Daí que os seus responsáveis tivessem de procurar fora de portas uvas para satisfazer a procura, o que não tem mal algum.
A primeira consequência é que como deixou de ser um vinho de quinta, a marca perdeu o direito a ostentar o vocábulo. Paciência, não é problema. Não tem mal, desde que a qualidade esteja à altura. O problema é que não está. Nâo sequer duvido do rigor do trabalho nem do esforço, mas é óbvia a diferença qualitativa dos Grilos de 2005 para os Quinta dos Grilos de anos anteriores.
Pode argumentar-se que em vinhos populares não é suposto ter-se um padrão de qualidade tão alto ou que a qualidade deste Grilos está ao nível dos seus concorrentes ou até acima. Pode ser, mas o facto é que nos anos anteriores era bem melhor. Está bebível, mas muito abaixo face ao que era. É pena!
JB
Região: Dão
Produtor: Sociedade Agrícola de Casal da Tonda
Teor alcoólico: 13%
Nota JB: 3/10
Quinta do Monte d'Oiro - Aurius 2002

Efectuado com uma combinação das castas syrah, tinta roriz e petit verdot.
Muito elegante e um pouco floral. Eu que gosto de vinho bem elegantes, este não me seduziu por aí além. Confesso que não me encaixo bem na boca, certamente pelo excessivo maneirismo e perfil internacional. Não será defeito, mas feitio. Contudo, é um belo vinho!
JB
JB
Para mim é mais um vinho, disse-me pouco. Elegante, trabalhado e como escreveu o João feito a pensar no mercado internacional.
PR
Região: Regional Estremadura
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d'Oiro
Teor alcoólico: 14,5%
Nota JB: 6/10
Nota PR: 6/10
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Regional Estremadura,
Tinto
Adega Cooperativa de Borba Syrah 2004
Este tinto mostrou-se bem mais agradável enquanto se debateu com comida do que acompanhou o convívio e a conversa. Mal se levantaram os pratos tornou-se fatigado, aborrecido e chato. Tem algumas notas de fruta e de compota sem exuberância. Na boca falta-lhe elegância.
JB
Pouco tenho a acrescentar ao que o João escreveu. Partilhámos a garrafa até acabar a comida, pois a seguir ficou mesmo imbebível.
PR
Região: Regional Alentejano
Produtor: Adega Cooperativa de Borba
Teor alcoólico: 14%
Nota JB: 3,5/10
Nota PR: 3/10
JB
Pouco tenho a acrescentar ao que o João escreveu. Partilhámos a garrafa até acabar a comida, pois a seguir ficou mesmo imbebível.
PR
Região: Regional Alentejano
Produtor: Adega Cooperativa de Borba
Teor alcoólico: 14%
Nota JB: 3,5/10
Nota PR: 3/10
Etiquetas:
Regional Alentejano,
Tinto
domingo, março 11, 2007
Calda Bordaleza 2004
Este é um tinto que pouco tem que ver com os velhos bairradas da casta baga. Este faz-se maioritariamente de cabernet sauvignon, depois tem uma boa dose de merlot e petit verdot compõe o ramalhete. É um vinho que, como o nome indica, é feito à moda de Bordéus.
O facto de não ser um tradicionalista e evocar outras paragens não é, à partida, uma virtude, mas também não é uma desvantagem. É o que é. Por mim vale a pena bebê-lo, é bem prazenteiro. O único senão deste vinho é o embate no nariz, que não é simpático. Tudo o mais é elegância.
Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo
Nota: 7/10
O facto de não ser um tradicionalista e evocar outras paragens não é, à partida, uma virtude, mas também não é uma desvantagem. É o que é. Por mim vale a pena bebê-lo, é bem prazenteiro. O único senão deste vinho é o embate no nariz, que não é simpático. Tudo o mais é elegância.
Região: Bairrada
Produtor: Manuel dos Santos Campolargo
Nota: 7/10
sexta-feira, março 02, 2007
Altano Reserva 2003
Quem me conhece sabe que estou marimbando-me para a relação entre a qualidade e o preço. Pura e simplesmento não quero saber. Das duas uma: ou tenho dinheiro para a coisa que quero e compro-a ou não tenho e esqueço-a. Se a tenho, aprecio-a, desfruto-a e, eventualmente, lamento depois de provada. Se não a tenho, nem quero saber.
Vem toda esta introdução, porque recomendei e recomendarei muitas vezes o Altano a quem aprecia as boas relações entre a qualidade e o preço e também não gosta de gastar muito dinheiro com um vinho. Vem esta introdução a propósito de, por ter gostado do modesto Altano, ter oferecido o Altano Reserva, mesmo arriscando sem provar. Vem toda esta introdução a propósito de tanto assim ser que o meu amigo Paulo Rosendo (parceiro neste blogue ... ele vai perdoar-me, não sei se a quem o ofereci serão tão benevolentes) me ter oferecido o Altano Reserva.
Ora que tal é este Altano Reserva 2003? No nariz é vegetal com uma leve nota frutada... num primeiro embate é tascoso, até vem um certo golpe alcoólico, que é desnecessário. Na boca é uma desilusão. É chatíssimo! É aborrecidíssimo, bocejante, entediante.
Garanto que é inversamente proporcional ao irmão mais modesto. Enquanto o singelo Altano merece todos os poucos euros que se paga por ele, este não vale a diferença. Nem só pela relação entre a qualidade e o preço. Este deveria ser mais barato do que o outro.
JB
Comprei uma caixa recomendada por uma amiga do JB e ofereci antes de experimentar. Espero que não me matem por isso. Concordo inteiramente com todas as palavras do meu amigo acerca do vinho em si. Pode haver gente que goste do género mas para mim vai ser mais um vinho a evitar.
PR
Região: Douro
Produtor: Symington Family Estates
Teor alcoólico: 13,5%
Nota JB: 2,5/10
Nota PR: 3/10
Vem toda esta introdução, porque recomendei e recomendarei muitas vezes o Altano a quem aprecia as boas relações entre a qualidade e o preço e também não gosta de gastar muito dinheiro com um vinho. Vem esta introdução a propósito de, por ter gostado do modesto Altano, ter oferecido o Altano Reserva, mesmo arriscando sem provar. Vem toda esta introdução a propósito de tanto assim ser que o meu amigo Paulo Rosendo (parceiro neste blogue ... ele vai perdoar-me, não sei se a quem o ofereci serão tão benevolentes) me ter oferecido o Altano Reserva.
Ora que tal é este Altano Reserva 2003? No nariz é vegetal com uma leve nota frutada... num primeiro embate é tascoso, até vem um certo golpe alcoólico, que é desnecessário. Na boca é uma desilusão. É chatíssimo! É aborrecidíssimo, bocejante, entediante.
Garanto que é inversamente proporcional ao irmão mais modesto. Enquanto o singelo Altano merece todos os poucos euros que se paga por ele, este não vale a diferença. Nem só pela relação entre a qualidade e o preço. Este deveria ser mais barato do que o outro.
JB
Comprei uma caixa recomendada por uma amiga do JB e ofereci antes de experimentar. Espero que não me matem por isso. Concordo inteiramente com todas as palavras do meu amigo acerca do vinho em si. Pode haver gente que goste do género mas para mim vai ser mais um vinho a evitar.
PR
Região: Douro
Produtor: Symington Family Estates
Teor alcoólico: 13,5%
Nota JB: 2,5/10
Nota PR: 3/10
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2002
Quinta do Crasto Douro Reserva 2002 foi vinificado a partir de uma selecção de uvas provenientes de vinhas velhas, com uma idade média de cerca de 70 anos. Envelhecidas durante 18 meses em barricas de carvalho Françês e Americano. Foi engarrafado sem qualquer colagem ou filtração em Março de 2004 .Região: Douro
Teor alcoólico: 13,5%
Produtor; Sociedade Agricola da Quinta do Crasto
Este post já aqui se encontrava sem comentários pois tinha a garrafa guardada.
Abria-a há poucos dias.
Um vinho com um ataque de nariz um pouco alcoólico mas que depois de respirar se tornou elegante e com “frescura”, um agradável bouquet e óptimo fim de boca. A minha opinião é que aguentará mais uns bons anos em garrafeira e evoluirá para bem melhor. O prazer que me deu beber é indescritível.
Das provas já efectuadas de 2007, não transcritas para o blog por falta de tempo, é com certeza o melhor vinho que bebi e que irei com certeza guardar em memória.
PR
Nota 9/10
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
Esporão Private Selection Garrafeira 2003
Na famosa «noite dos Óscares» da Revista dos Vinhos provei um vinho que muito me contentou a noite e que anda na minha memória a alegrar-me os minutos. Trata-se do Esporão Private Selection Garrafeira de 2003, que tem notas de fruta e de lenha de azinho, muito envolvente e sensual... e um belo final!
Região: Alentejo
Produtor: Finagra
Teor alcoólico: 14,5%
Nota: 8/10
Região: Alentejo
Produtor: Finagra
Teor alcoólico: 14,5%
Nota: 8/10
Vila Santa 1992
O vinho é um livro vivo. O que se bebe hoje é diferente do que poderia ter sido bebido há um ano e daquele idêntico guardado para daqui a uns anos. Quando só se tem uma garrafa apenas se conhece o vinho dum momento e não o vinho que nela vive, pois para isso seria preciso tê-lo bebido desde a sua infância e guardá-lo e bebê-lo a espaços até que se revelasse apenas senil, época em que se saberia ter passado para o outro mundo. Conhecer um vinho é tê-lo bebido muitas vezes e ter dele memórias.
Infelizmente, julgo não ter de nenhum vinho um vínculo que me permita ter essa perspectiva, mas uma garrafa que me trouxeram fez-me pensar: O que terá sido este vinho no ano em que saíu para a rua? Não arriscaria muito se apostasse como o terei bebido. Porém, à data não fazia apontamentos... infelicidades que agora lamento.
O que posso agora dizer deste vinho tinto? Que estava belíssimo, em boa forma e que bom prazer me deu. Muito elegante e macio.
Região: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Teor alcoólico: 13%
Nota: 6/10
Infelizmente, julgo não ter de nenhum vinho um vínculo que me permita ter essa perspectiva, mas uma garrafa que me trouxeram fez-me pensar: O que terá sido este vinho no ano em que saíu para a rua? Não arriscaria muito se apostasse como o terei bebido. Porém, à data não fazia apontamentos... infelicidades que agora lamento.
O que posso agora dizer deste vinho tinto? Que estava belíssimo, em boa forma e que bom prazer me deu. Muito elegante e macio.
Região: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Teor alcoólico: 13%
Nota: 6/10
Etiquetas:
Regional Alentejano,
Tinto
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Rio Sol 2004
Andava curioso para provar a obra que a Dão Sul anda a fazer no Brasil e outro dia dei com ela à venda num restaurante de Lisboa e a um preço bem simpático (12 euros). Este é o primeiro tinto (por enquanto único) a ser produzido à latitude de 8º Sul.
Por mais preconceitos que pudesse ter na cabeça, sabia, à partida, que a gente da Dão Sul não brinca em serviço: nem com com a qualidade nem com o investimento. Bebi e gostei bastante. É um vinho de perfil internacional, muito redondo na boca, muito fácil. As uvas do lote são cabernet sauvignon e syrah. Todo ele é fruta vermelha, sem a marca implicativa do pimento ou do pimentão.
Região: Vale do São Francisco (Brasil)
Produtor: Vitícola Santa Maria
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 6/10
Por mais preconceitos que pudesse ter na cabeça, sabia, à partida, que a gente da Dão Sul não brinca em serviço: nem com com a qualidade nem com o investimento. Bebi e gostei bastante. É um vinho de perfil internacional, muito redondo na boca, muito fácil. As uvas do lote são cabernet sauvignon e syrah. Todo ele é fruta vermelha, sem a marca implicativa do pimento ou do pimentão.
Região: Vale do São Francisco (Brasil)
Produtor: Vitícola Santa Maria
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 6/10
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Vale do São Francisco
quarta-feira, janeiro 24, 2007
Foral de Évora 2003
Saí de casa quase atrasado para um jantar e nem esqueci-me do vinho em casa. Zás! Apanhei a mercearia frente a casa aberta e nem hesitei... eu que não me atrasado estava no limite e gosto de manter a reputação. Do que vi quase não gostei, mas voltar a subir e ter de escolher obrigar-me-ia a demoras. Foi quando vi alinhadas umas tantas garrafas de Foral de Évora. Não esperei mais.
Este é um tinto bem macio onde domina uma fruta vermelha suave e algumas notas vegetais. Está lá o Alentejo e, felizmente, há diferença face à multidão. De reparo só tenho a apontar a nota do álcool, ainda que ligeira, apesar do vinho ter sido servido abaixo dos 18 graus. Contudo, simpatizei muito.
Região: Alentejo (Évora)
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Teor alcoólico: 14%
Nota: 6/10
Este é um tinto bem macio onde domina uma fruta vermelha suave e algumas notas vegetais. Está lá o Alentejo e, felizmente, há diferença face à multidão. De reparo só tenho a apontar a nota do álcool, ainda que ligeira, apesar do vinho ter sido servido abaixo dos 18 graus. Contudo, simpatizei muito.
Região: Alentejo (Évora)
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Teor alcoólico: 14%
Nota: 6/10
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Miolo Seleção 2004
Este foi o primeiro tinto brasileiro que bebi. Não fiquei rendido, não se trata duma especialidade rara, mas está bem longe de ser uma catástrofe. Escrevo isto porque o Brasil não é um país de tradição vitivinícola e porque existe na Europa algum complexo de «velho mundo», o qual assumo ter algum a circular na cabeça.
Este é um vinho bem equilibrado, com boa fruta e notas florais, muito fácil de se beber. Notei positivamente a ausência do travo a pimentão que se topa muitas vezes em vinhos com uvas cabernet sauvignon. Este tinto sai tranquilamente, vai bem com conversa. Bebi-o à conversa e pareceu-me demasiado magro para os gostos e hábitos portugueses, pelo que dificilmente acompanharia com competência a gastronomia portuguesa. Na verdade nem será suposto, pois é claramente um tinto internacional, feito com uvas cabernet sauvignon, merlot e pinot noir.
Região: Vale dos Vinhedos - Brasil
Produtor: Vinícola Miolo
Teor alcoólico: 12%
Nota: 5,5/10
Este é um vinho bem equilibrado, com boa fruta e notas florais, muito fácil de se beber. Notei positivamente a ausência do travo a pimentão que se topa muitas vezes em vinhos com uvas cabernet sauvignon. Este tinto sai tranquilamente, vai bem com conversa. Bebi-o à conversa e pareceu-me demasiado magro para os gostos e hábitos portugueses, pelo que dificilmente acompanharia com competência a gastronomia portuguesa. Na verdade nem será suposto, pois é claramente um tinto internacional, feito com uvas cabernet sauvignon, merlot e pinot noir.
Região: Vale dos Vinhedos - Brasil
Produtor: Vinícola Miolo
Teor alcoólico: 12%
Nota: 5,5/10
Etiquetas:
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Vale dos Vinhedos
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