domingo, dezembro 31, 2006

La Rosa Reserve 2004


"É o resultado de um processo de selecção que começa na escolha dos melhores cachos de uvas durante as vindimas e que só termina passado 18 meses na escilha das melhores barricas que irão fazer parte do lote final"

O último vinho do ano. Acabei o ano a bebê-lo.
O primeiro embate não foi o mais agradável, talvez devido ao teor alcoólico elevado. Foi abrindo, entranhou e tornou-se uma agradável surpresa. Mesmo após um Barca Velha e batendo-se com doces aguentou-se que nem um herói. Tem muito ainda para dar, está ainda novo demais. Um senhor vinho.

Região: Douro
Teor Alcoólico: 15%
Produtor: Quinta da Rosa Vinhos SA
Enólogos: Sophia Bergqvist e Jorge Moreira

Nota (PR): 8/10

Barca Velha 1999


"Criado em 1952 e inspirado pelas uvas utilizadas na produção dos grandes Portos Vintage da companhia, Barca Velha nasceu pelas mãos de Fernando Nicolau de Almeida cujo objectivo era iniciar a produção de vinhos de mesa de alta qualidade da Região do Douro. A Casa Ferreirinha torna-se, assim, a primeira empresa de Vinho do Porto a dedicar-se à produção de vinhos de mesa de qualidade naquela região. Esta iniciativa veio moldar de forma marcante o futuro dos vinhos portugueses.
O controlo da fermentação foi assegurado graças a uma tecnologia francesa, recorrendo à remontagem por bomba em cubas, à época de madeira. O controlo da temperatura foi obtido através da utilização de gelo, como forma de garantir a fermentação alcoólica às temperaturas desejadas (28 a 30º C).
Após vários estudos e ensaios, o primeiro Barca Velha a ser comercializado surgiu da colheita de 1952. Desde o seu lançamento, a empresa tem seguido uma estratégia na qual apenas as colheitas de grande qualidade são seleccionadas para a produção deste vinho. A busca da mais alta qualidade e excelência explica o facto de terem sido apresentadas ao longo de cinco décadas apenas algumas colheitas do Barca Velha: 1952, 1953, 1954, 1957, 1964, 1965, 1966, 1978, 1981, 1982, 1983, 1985, 1991 e, o mais recente, 1995.
Em 1962, foi criada a marca Reserva Ferreirinha, destinada às colheitas de qualidade diferente das do Barca Velha.É importante salientar que, em 40 anos de história, o Barca Velha conheceu apenas dois Directores Técnicos/Enólogos o que lhe garante uma consistência e constância de estilo ímpares no mercado. "

PS: Texto completo pode ser lido na página da Sogrape com a história da Casa Ferreira.

A fama que vem de longe, foi assim que eu senti este Barca Velha e nada mais. Um óptimo vinho sem dúvida mas a ficar a milhas de distância de outras memórias que eu tenho nomeadamente das colheitas de 1982 e 1991. Apesar dos cuidados que tive, raramente tenho, da temperatura a ser servido e do tempo de abertura. Considerei o vinho uma decepção, atenção não levem isto à letra é um sr.vinho. É uma contradição eu sei... mas é exactamente o que senti quando o bebi. Tinha que o provar e foi uma loucura tê-lo comprado. Arranjei-o com a ajuda preciosa do meu amigo João. Continua no top dos vinhos Portugueses sem dúvida, mas neste momento temos vinhos que o superam no mercado, para o meu gosto claro, bem mais baratos.

Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5%
Produtor: Sogrape

Nota (PR): 8,5/10

Fim do ANO de 2006

Quero desejar a todos os que nos visitaram um bom ano de 2007 e regado com bons vinhos, de preferência.

O meu fim-de-ano foi o normalissimo para quem tem um filho com 2 anos. Juntámo-nos em casa com alguns amigos e familiares, pouca gente. Infelizmente faltaram amigos que costumam estar presentes.
A minha mulher tratou das entradas e eu cozinhei os pratos principais. Os vinhos claro que fui eu a escolher. Nas entradas, destacam-se pasta de atum, pasta de salpicão, uma perdiz de escabeche, queijo de ovelha amanteigado e outros salgados e enchidos.
O prato principal foi um bacalhau espiritual (receita base, que alterei) acompanhado com couves Portuguesas salteadas.
A sobremesa foi um pudim de ovos e umas trufas de chocolate... Os vinhos... enfim foi a loucura para acabar bem o ano. Redoma Reserva Branco 2005 (eu disse que ia comprar outra garrafa e consegui arranjar), deste não me vou alongar muito pois já fizemos a prova neste blog e mantenho tudo o que disse. A seguir veio um Italiano Branco que mal foi bebido tal era a zurrapa. O prato foi acompanhado por um Barca Velha de 1999 e um Quinta de La Rosa Reserva de 2004 que ainda sobrou para as sobremesas e que se bateu mesmo bem, para os quais se seguem os comentários. Seguiu-se para quem gosta um Whisky (Amostra de Casco Linn House Reserve 35 anos com 51.6% de alcool, uau...) e Vodka... enfim uma noite e madrugada bem passada em que só fizeram falta alguns amigos.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

José de Sousa 2002

A marca é um clássico! O vinho não desilude. É bem certo que não é um vinho de estalo, mas tem memórias, um património de afectos, que lhe dão um encanto. Nunca me desilude, o José de Sousa. Este de 2002 tem um aroma vegetal, a tabaco e ervas, e um toque achocolatado. Na boca tem frutado suave e agradavel. Já disse que não é de arromba, mas é um valor seguro.

Região: Regional Alentejano
Produtor: José Maria da Fonseca
Teor alcoólico: 13%
Nota: 5,5/10

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Anima L4

Produzido na região do Torrão (Alentejo) por um novo produtor, José da Mota Capitão, com a casta italiana Sangiovese (novidade em Portugal).
Aclamado pela critica.
Foi provado em novembro e decepção... Decepção pois é um vinho ao gosto do mercado, suave, macio mas para mim sem garra, sem personalidade. (PR)


Região: Vinho de Mesa (Terras do Sado)
Teor Alcoólico: 13,5% vol.
Produtor: José da Mota Capitão

Nota PR: 6/10.
Nota JB: 6/10

PS: À volta de 30€ numa garrafeira.

Quinta dos Roques Touriga Nacional 1999

Efectuado unicamente com a casta touriga nacional, estagiou um ano em barricas de carvalho Francês.
Comprei esta para tirar as teimas em relação à de 1996 a ver se correspondia à memória do que provei.
Bem superior à de 1996 mostra ainda alguma vivacidade mas fica muito aquêm da colheita de 1997. Apesar de um belo touriga do Dão tornou-se um vinho banal em relação à memória que tinha dele.

Região: Dão
Produtor: Quinta dos Roques
Teor alcoólico: 13,5%

Nota: 6/10

Quinta dos Roques Touriga Nacional 1996

Efectuado unicamente com a casta Touriga Nacional, estagiou um ano em barricas de carvalho Françês.
Aqui está um vinho pouco falado nos dias de hoje mas que deu que falar quando veio para o mercado exactamente com esta colheita, esgotou. Provei e adorei à uns anos o de 1997, esta de 1996, oferecida por um amigo, mostrou-se já a morrer. (PR)


Região: Dão
Produtor: Quinta dos Roques
Teor alcoólico: 13,5%
Nota PR: 5/10
Nota JB: 6/10

PS: João se ainda tiveres alguma, despacha-as.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

CARMIM Vinho Novo 2006 Branco

Muita fruta, com destaque para a tropical: ananás e manga. Acidez notória. Fruta em excesso. Fruta até ao enjoo. Beber muito fresco para se conseguir tolerar. Contudo, claramente superior ao seu «irmão» tinto.

Região: Regional Alentejano
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Teor alcoólico: 13%
Nota: 3/10

Altas Quintas Reserva 2004

Muito elegante! Gostei da sua complexidade onde notei uma agradável linha vegetal. Este tinto alentejano é, tal como diz o produtor, diferente da generalidade dos vinhos oriundos do Alentejo. (JB)

Região: Regional Alentejano
Produtor: Altas Quintas
Teor alcoólico: 14,5%
Nota JB: 7,5/10
Nota PR: 8/10

Monte da Ravasqueira 2004

Bebível, mas algo agreste, desequilibrado, com uma acidez despropositada, uma fruta desinteressante... Este tinto vem vestido de forma digna, com brasão no rótulo e tudo!... Mas falta-lhe alma, corpo, interesse, distinção e elegância. Ou seja, a roupa não bate certa com o interior. As aparências iludem. É um vinhito banal.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola Dom Diniz
Teor alcoólico: 14%
Nota: 3/10

terça-feira, dezembro 19, 2006

Post Scriptum 2002

A marca propriamente dita é Post Scriptum de Chryseia. A palavra Chryseia surge em pequenino, mas surge. Surge para associar este vinho ao outro, ao maior, àquele que tem reputação de especialidade. A técnica comercial não é original e é legítima, uma vez que se tratam de dois vinhos do mesmo produtor. O problema está em que este Post Scriptum não tem nada de especial; é uma banalidade, um bocejo! Pelo preço que custa bebem-se vinhos muitíssimo melhores... até mais baratos. Evitável, portanto! (JB)

Região: Douro
Produtor: Prats & Symington
Teor alcoólico: 12,5%
Nota JB: 4,5/10
Nota PR: 5/10

sexta-feira, dezembro 15, 2006

CARMIM Vinho Novo 2006 Tinto

Antes que comecem os mexericos tenho duas coisas a dizer: não comprei este vinho, mandou-me uma empresa de comunicação que tem a conta da CARMIM; segundo, bebi este vinho consciente de que bebia um vinho novo, da vindima deste ano.
Há uma tradição portuguesas - a qual não concordo, mas entendo - de se beber vinho novo no final do Outono. O primeiro vinho é aberto por alturas do São Martinho, que acontece por volta de meados de Novembro e tradicionalmente ocorre uma subida da temperatura. Este é um país de tradição vitivinícola e até há bem pouco tempo o vinho era encarado como um alimento essencial (se é que ainda não o é para muita gente com fortes raízes rurais). Por isso, entendo perfeitamente a tradição de se beber vinho novo e até o prazer de muita gente e o fazer.
Por isso, casas de alguma dimensão têm olhado para esse mercado tradicional e posto à venda marcas de vinho novo. Entende-se, é negócio. Tudo isso tem lógica e está certo.
Contudo, o acerto do negócio e a tradição não garantem qualidade. Provei o CARMIM Vinho Novo 2006 Tinto e aquilo é o que é. Uma bebida inacabada e insuportável. Acabo por ser condescendente, por via da tradição, e dar-lhe mais meio ponto na nota, porque o que este vinho merecia era mesmo só a nota mínima.
Este vinho lembrou-me as tabernas que ainda vi em Lisboa. Diz-se que o vinho não tem cheiro, mas aroma... este tem cheiro: a vinhum! Cheira a taberna! Um enjoo! Depois emana um abaunilhado que só abrava a náusea. O sabor é intenso a mosto. O que esperar? O vinho é novo.

Região: Regional Alentejano
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Teor alcoólico: 15%
Nota: 1,5/10

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Egoísta 2004

Egoïste é uma belíssima publicação francesa, de tão fino pormenor e longa fama, que apeteceu ao Casino do Estoril traduzir o substantivo (por acaso também adjectivo) e criar uma boa revista. A inveja tem braços longos, principalmente quando rareia a imaginação. À falta dum bom tópico para marcar um rótulo, há quem ceda à fácil tentação de espreitar para o caderno do lado. Obviamente que uma revista e uma marca de vinho não têm nada a ver, o plágio acontece a nível do conceito. Porém, isso agora pouco importa.
O que importa é que gosto de experimentar vinhos e este surgiu-me pela frente, com uma desafiante marca e umas fortes letras brancas a contrastarem no negro postas ao alto. Fui voluntariamente com a mão à garrafa e chamei-lhe minha. O que importa é que este vinho não tem nada que importe, não tem importância nenhuma. É um vinhito. Não tem aroma nem corpo. Os 13% de álcool transbordaram no copo ao longo da refeição. Na boca é desinteressante e incaracterístico.
Não sei se a revista Egoïste ainda se publica, sei é que além da palavra nada liga este vinho à publicação, nem a esta nem à boa colecção de páginas editada pelo Casino do Estoril. O conceito de usar um defeito como virtude, o egoísmo em particular, é apenas um pobre plágio mal colado. Já que se faz rábula ao menos que se tivesse algo de bom para a justificar.
Não dei o tempo como perdido, porque gosto de experimentar. Mas não volto a pedir um Egoísta...

Região: Regional Alentejano
Produtor: Esprit du Monde
Teor de álcool: 13%
Nota: 2/10

terça-feira, novembro 28, 2006

Gouvyas Couvée OP 2000

Belíssimo! Elegante como poucos! Deu-me um enorme gozo! Este não um vinho para meninos, não é um tinto das modinhas. É um senhor bem apresentado! Fiquei estarrecido e comovido.

Região: Douro
Produtor: Bago de Touriga
Nota: 8,5/10

Nota final: Agradecimento ao amigo Manuel Gomes Mota por me ter apresentado esta bela paisagem do Douro

domingo, novembro 26, 2006

Sexy 2004

O nome é tão disparatado como deve ser acertada a pontaria do marketing. Para mim, que sou um pedante confesso, a marca repugna-me e afasta-me, como se me fosse bater na mão quando esta tentasse agarrar uma garrafa. Porém, o destino trocou-me as voltas e os disparates de alguém a fazer uma carta de vinhos deixou-me pouca escolha. Entre as certezas já batidas e repetidas, com previsíveis bocejos, e os rumores desinteressantes, ficou aquele adjectivo estrangeiro a moer-me a curiosidade. Não estava ninguém a ver, o sítio até era escuro e a companhia de absoluta confiança. Pronto, saltei:- Por favor, queria o Sexy»Lá pedi o vinho, envergonhado. Não sendo um estrondo, a «coisa» mostrou-se melhor do que esperava. Tem fruta, compota, muito vegetal, acidez... bebe-se com facilidade e agrado e não tem, felizmente, aquele sabor massificado que anda a passear pelas vinhas e adegas alentejanas. Não faço grandes tenções do repetir, porque não é uma excelência, mas se me vir numa contingência ficarei menos triste em pedi-lo. E continua a marca a causar-me urticária!

Região: Regional Alentejano
Teor alcoólico: 13,5%
Produtor: Fita Preta
Nota: 5,5/10

terça-feira, novembro 21, 2006

Quinta do Vale Meão 2004

Não me quero alongar muito, porque sei que as palavras ficam aquém. É um vinho fácil, guloso e contudo complexo e rico. Apesar do seu forte teor alcoólico, este é um vinho muito sensível e equilibrado, é um Rolls Royce. É dos melhores que já bebi e, sem dúvida, o melhor Quinta do Vale Meão que já provei. Ao apreciá-lo tive a impressão que aquela boa gente que o faz poderá ainda tirar melhor das uvas. São sábios e afortunados. Estou apaixonado por este vinho.

Nota: 9,5/10
Região: Douro
Produtor: Francisco Olazabal e Filhos
Teor alcoólico: 14,5%

sexta-feira, novembro 17, 2006

Redoma Branco Reserva 2005


Efectuado com vinhas velhas de onde sobressaem as castas Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho e Arinto.

"Depois de colhidas, as uvas são transportadas em caixas de cerca de 25 kg, para adega onde são
escolhidas e posteriormente prensadas. Antes de iniciar o processo de vinificação, o mosto é decantado
a baixas temperaturas durante um período de 16 a 24 horas.
A fermentação ocorreu sem inoculação em barricas novas e usadas de Carvalho Francês em sala com
temperatura controlada. Permaneceu nas barricas em contacto com as borras finas por um período
de 8 meses, sem fermentação maloláctica, tendo sido efectuada batonnage quinzenal de forma a
enaltecer a complexidade do vinho. " (retirado da ficha técnica do vinho propriedade da Niepoort Vinhos SA.).

Região; Douro
Produtor: Niepoort
Graduação: 13%

Mudei o conceito do blog nos ultimos posts e vou continuar pelo menos com este vinho pois merece-o. Não tenho palavras para descrevê-lo.... nenhuma. Este é o melhor vinho branco que provei em toda a minha vida. Isto é um branco. Caro mas valeu todo o cêntimo que gastei nele. Com vinhos assim vale sempre. Já pus de parte mais algum para ver se ainda consigo comprar outra garrafinha.

Nota 10/10

quinta-feira, novembro 16, 2006

Quinta das Cerejeiras Reserva 1990


Efectuado com as Casta Trincadeiro (João de Santarêm ou Periquita). Estagiou em toneis e meias pipas de carvalho. Foi engarrafado em 1999. Foram cheias 19166 garrafas de 750ml, 3000 de 375 ml e 3000 magnun.

Provada garrafa 14635.

Região: Óbidos
Produtor: Quinta do Sanguinal Lda
Álcool: 12,5%

Dizia J.P.Martins no seu guia de 2001, "vinho provado em 2000; A cor sugere mais evolução do que aquilo que o vinho tem na verdade, os aromas estão evoluidos mas ainda cheios de força, com notas de bolo inglês. Na boca surge-nos um tinto muito fino e elegante. É um clássico dos vinhos Portugueses." Quanto ao bolo inglês não sei mas no resto concordo inteiramente ainda hoje, passado 6 anos continua assim. Fantástico mesmo, para um vinho desta idade. Infelizmente era a minha ultima garrafa.. ;((

Nota 7/10.

terça-feira, novembro 14, 2006

Poeira 2002 Tinto

Voltei, estou muito atrasado nas muitas provas para "postar" aqui no blog, mas achei por bem começar com este fabuloso vinho que provei ontem mesmo (que foi o meu dia de aniversário). Sim podem dar-me os parabêns também.

Aqui está um vinho que me surpreendeu (mentira pois já o esperava pelas criticas amigas) apesar do seu preço (como qualquer outro deste nivel ou de baixo nivel mesmo pois são todos carissimos) num Restaurante de Lisboa. Quem quer beber destes representantes do vinho Português paga e não bufa.
Optei por escrever aqui directamente a minha opinião em vez do comentário como costumamos fazer.

Não vou entrar pelos termos técnicos de enólogos ou mesmo especialistas em aromas e sabores, pois não o sou. Adorei o vinho, provei-o à temperatura certa (dizem +-16-18ºC) e aguentei-o até à temperatura a que gosto de beber (+-20ºC). Cheirei, com o pouco cheiro que tenho, saboreei, desgustei e digeri ainda melhor. Se este não é um dos melhores vinhos de Portugal, eu não sei o que é um bom vinho. Só é pena fazerem estas coisas em tão pouco quantidade. É pena mesmo. Acompanhou um couvert "mimo do chefe" (composto por um "consomé", leia-se sopa, de abóbora, um mozarella com tomate e espinafres e ainda escabeche de linguado) seguiu-se uma salada de figados com maçã caramelizada, um bacalhau em pão de azeitonas deitado em leito de cebolinha e pimentos e um carré de lebre.
Infelizmente não durou para a sobremesa mas com certeza a acompanhava bem também.


Região: Douro
Produtor: Jorge Nobre Moreira
Álcool: 13%

Nota 9/10.

terça-feira, outubro 31, 2006

Atrasos indecentes...

Peço desculpas a todos os leitores e visitas deste blog, por nada acontecer há muito tempo. Infelizmente o tempo não é muito para actualizar a lista de provas que são muitas.

Agradeço a paciencia aos nossos leitores frequentes que diariamente e/ou semanalmente aqui vêm. Prometo que irei actualizar o blog em breve com belos vinhos esperando os vossos comentários.

Com os meus cumprimentos.