sexta-feira, dezembro 15, 2006

CARMIM Vinho Novo 2006 Tinto

Antes que comecem os mexericos tenho duas coisas a dizer: não comprei este vinho, mandou-me uma empresa de comunicação que tem a conta da CARMIM; segundo, bebi este vinho consciente de que bebia um vinho novo, da vindima deste ano.
Há uma tradição portuguesas - a qual não concordo, mas entendo - de se beber vinho novo no final do Outono. O primeiro vinho é aberto por alturas do São Martinho, que acontece por volta de meados de Novembro e tradicionalmente ocorre uma subida da temperatura. Este é um país de tradição vitivinícola e até há bem pouco tempo o vinho era encarado como um alimento essencial (se é que ainda não o é para muita gente com fortes raízes rurais). Por isso, entendo perfeitamente a tradição de se beber vinho novo e até o prazer de muita gente e o fazer.
Por isso, casas de alguma dimensão têm olhado para esse mercado tradicional e posto à venda marcas de vinho novo. Entende-se, é negócio. Tudo isso tem lógica e está certo.
Contudo, o acerto do negócio e a tradição não garantem qualidade. Provei o CARMIM Vinho Novo 2006 Tinto e aquilo é o que é. Uma bebida inacabada e insuportável. Acabo por ser condescendente, por via da tradição, e dar-lhe mais meio ponto na nota, porque o que este vinho merecia era mesmo só a nota mínima.
Este vinho lembrou-me as tabernas que ainda vi em Lisboa. Diz-se que o vinho não tem cheiro, mas aroma... este tem cheiro: a vinhum! Cheira a taberna! Um enjoo! Depois emana um abaunilhado que só abrava a náusea. O sabor é intenso a mosto. O que esperar? O vinho é novo.

Região: Regional Alentejano
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Teor alcoólico: 15%
Nota: 1,5/10

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Egoísta 2004

Egoïste é uma belíssima publicação francesa, de tão fino pormenor e longa fama, que apeteceu ao Casino do Estoril traduzir o substantivo (por acaso também adjectivo) e criar uma boa revista. A inveja tem braços longos, principalmente quando rareia a imaginação. À falta dum bom tópico para marcar um rótulo, há quem ceda à fácil tentação de espreitar para o caderno do lado. Obviamente que uma revista e uma marca de vinho não têm nada a ver, o plágio acontece a nível do conceito. Porém, isso agora pouco importa.
O que importa é que gosto de experimentar vinhos e este surgiu-me pela frente, com uma desafiante marca e umas fortes letras brancas a contrastarem no negro postas ao alto. Fui voluntariamente com a mão à garrafa e chamei-lhe minha. O que importa é que este vinho não tem nada que importe, não tem importância nenhuma. É um vinhito. Não tem aroma nem corpo. Os 13% de álcool transbordaram no copo ao longo da refeição. Na boca é desinteressante e incaracterístico.
Não sei se a revista Egoïste ainda se publica, sei é que além da palavra nada liga este vinho à publicação, nem a esta nem à boa colecção de páginas editada pelo Casino do Estoril. O conceito de usar um defeito como virtude, o egoísmo em particular, é apenas um pobre plágio mal colado. Já que se faz rábula ao menos que se tivesse algo de bom para a justificar.
Não dei o tempo como perdido, porque gosto de experimentar. Mas não volto a pedir um Egoísta...

Região: Regional Alentejano
Produtor: Esprit du Monde
Teor de álcool: 13%
Nota: 2/10

terça-feira, novembro 28, 2006

Gouvyas Couvée OP 2000

Belíssimo! Elegante como poucos! Deu-me um enorme gozo! Este não um vinho para meninos, não é um tinto das modinhas. É um senhor bem apresentado! Fiquei estarrecido e comovido.

Região: Douro
Produtor: Bago de Touriga
Nota: 8,5/10

Nota final: Agradecimento ao amigo Manuel Gomes Mota por me ter apresentado esta bela paisagem do Douro

domingo, novembro 26, 2006

Sexy 2004

O nome é tão disparatado como deve ser acertada a pontaria do marketing. Para mim, que sou um pedante confesso, a marca repugna-me e afasta-me, como se me fosse bater na mão quando esta tentasse agarrar uma garrafa. Porém, o destino trocou-me as voltas e os disparates de alguém a fazer uma carta de vinhos deixou-me pouca escolha. Entre as certezas já batidas e repetidas, com previsíveis bocejos, e os rumores desinteressantes, ficou aquele adjectivo estrangeiro a moer-me a curiosidade. Não estava ninguém a ver, o sítio até era escuro e a companhia de absoluta confiança. Pronto, saltei:- Por favor, queria o Sexy»Lá pedi o vinho, envergonhado. Não sendo um estrondo, a «coisa» mostrou-se melhor do que esperava. Tem fruta, compota, muito vegetal, acidez... bebe-se com facilidade e agrado e não tem, felizmente, aquele sabor massificado que anda a passear pelas vinhas e adegas alentejanas. Não faço grandes tenções do repetir, porque não é uma excelência, mas se me vir numa contingência ficarei menos triste em pedi-lo. E continua a marca a causar-me urticária!

Região: Regional Alentejano
Teor alcoólico: 13,5%
Produtor: Fita Preta
Nota: 5,5/10

terça-feira, novembro 21, 2006

Quinta do Vale Meão 2004

Não me quero alongar muito, porque sei que as palavras ficam aquém. É um vinho fácil, guloso e contudo complexo e rico. Apesar do seu forte teor alcoólico, este é um vinho muito sensível e equilibrado, é um Rolls Royce. É dos melhores que já bebi e, sem dúvida, o melhor Quinta do Vale Meão que já provei. Ao apreciá-lo tive a impressão que aquela boa gente que o faz poderá ainda tirar melhor das uvas. São sábios e afortunados. Estou apaixonado por este vinho.

Nota: 9,5/10
Região: Douro
Produtor: Francisco Olazabal e Filhos
Teor alcoólico: 14,5%

sexta-feira, novembro 17, 2006

Redoma Branco Reserva 2005


Efectuado com vinhas velhas de onde sobressaem as castas Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho e Arinto.

"Depois de colhidas, as uvas são transportadas em caixas de cerca de 25 kg, para adega onde são
escolhidas e posteriormente prensadas. Antes de iniciar o processo de vinificação, o mosto é decantado
a baixas temperaturas durante um período de 16 a 24 horas.
A fermentação ocorreu sem inoculação em barricas novas e usadas de Carvalho Francês em sala com
temperatura controlada. Permaneceu nas barricas em contacto com as borras finas por um período
de 8 meses, sem fermentação maloláctica, tendo sido efectuada batonnage quinzenal de forma a
enaltecer a complexidade do vinho. " (retirado da ficha técnica do vinho propriedade da Niepoort Vinhos SA.).

Região; Douro
Produtor: Niepoort
Graduação: 13%

Mudei o conceito do blog nos ultimos posts e vou continuar pelo menos com este vinho pois merece-o. Não tenho palavras para descrevê-lo.... nenhuma. Este é o melhor vinho branco que provei em toda a minha vida. Isto é um branco. Caro mas valeu todo o cêntimo que gastei nele. Com vinhos assim vale sempre. Já pus de parte mais algum para ver se ainda consigo comprar outra garrafinha.

Nota 10/10

quinta-feira, novembro 16, 2006

Quinta das Cerejeiras Reserva 1990


Efectuado com as Casta Trincadeiro (João de Santarêm ou Periquita). Estagiou em toneis e meias pipas de carvalho. Foi engarrafado em 1999. Foram cheias 19166 garrafas de 750ml, 3000 de 375 ml e 3000 magnun.

Provada garrafa 14635.

Região: Óbidos
Produtor: Quinta do Sanguinal Lda
Álcool: 12,5%

Dizia J.P.Martins no seu guia de 2001, "vinho provado em 2000; A cor sugere mais evolução do que aquilo que o vinho tem na verdade, os aromas estão evoluidos mas ainda cheios de força, com notas de bolo inglês. Na boca surge-nos um tinto muito fino e elegante. É um clássico dos vinhos Portugueses." Quanto ao bolo inglês não sei mas no resto concordo inteiramente ainda hoje, passado 6 anos continua assim. Fantástico mesmo, para um vinho desta idade. Infelizmente era a minha ultima garrafa.. ;((

Nota 7/10.

terça-feira, novembro 14, 2006

Poeira 2002 Tinto

Voltei, estou muito atrasado nas muitas provas para "postar" aqui no blog, mas achei por bem começar com este fabuloso vinho que provei ontem mesmo (que foi o meu dia de aniversário). Sim podem dar-me os parabêns também.

Aqui está um vinho que me surpreendeu (mentira pois já o esperava pelas criticas amigas) apesar do seu preço (como qualquer outro deste nivel ou de baixo nivel mesmo pois são todos carissimos) num Restaurante de Lisboa. Quem quer beber destes representantes do vinho Português paga e não bufa.
Optei por escrever aqui directamente a minha opinião em vez do comentário como costumamos fazer.

Não vou entrar pelos termos técnicos de enólogos ou mesmo especialistas em aromas e sabores, pois não o sou. Adorei o vinho, provei-o à temperatura certa (dizem +-16-18ºC) e aguentei-o até à temperatura a que gosto de beber (+-20ºC). Cheirei, com o pouco cheiro que tenho, saboreei, desgustei e digeri ainda melhor. Se este não é um dos melhores vinhos de Portugal, eu não sei o que é um bom vinho. Só é pena fazerem estas coisas em tão pouco quantidade. É pena mesmo. Acompanhou um couvert "mimo do chefe" (composto por um "consomé", leia-se sopa, de abóbora, um mozarella com tomate e espinafres e ainda escabeche de linguado) seguiu-se uma salada de figados com maçã caramelizada, um bacalhau em pão de azeitonas deitado em leito de cebolinha e pimentos e um carré de lebre.
Infelizmente não durou para a sobremesa mas com certeza a acompanhava bem também.


Região: Douro
Produtor: Jorge Nobre Moreira
Álcool: 13%

Nota 9/10.

terça-feira, outubro 31, 2006

Atrasos indecentes...

Peço desculpas a todos os leitores e visitas deste blog, por nada acontecer há muito tempo. Infelizmente o tempo não é muito para actualizar a lista de provas que são muitas.

Agradeço a paciencia aos nossos leitores frequentes que diariamente e/ou semanalmente aqui vêm. Prometo que irei actualizar o blog em breve com belos vinhos esperando os vossos comentários.

Com os meus cumprimentos.

domingo, outubro 22, 2006

Vinha do Tanque Reserva 2002

Este tinto fez-se com uvas da castas touriga nacional, touriga franca, tinta roriz e tinta barroca. Diz o produtor que o vinho sofreu uma longa maceração a temperatura controlada, tendo posteriormente estagiado em barricas de carvalho americano.

Região: Douro
Produtor: Castelinho Vinhos
Álcool: 13%

quarta-feira, setembro 20, 2006

Pintas 2002


A quinta onde nascem as uvas que fazem o Pintas situa-se junto ao Pinhão, no coração do Douro e as vinhas têm idade avançada, 70 anos dizem e são de diversas castas não indentificadas.


Região: Douro
Teor alcoólico: 14%
Produtor: Wine & Soul



PS. Foto do rótulo roubado na Internet, as desculpas ao autor.

terça-feira, setembro 12, 2006

Borba Branco 2005


Produzido a partir das castas Roupeiro, Tamarez e Antão Vaz.


Região: Alentejo
Teor Alcoólico; 13%
Produtor: Adega Cooperativa de Borba

segunda-feira, setembro 11, 2006

Quinta da Lagoalva Rosé 2005


Região: Vinho Regional Ribatejano
Teor Alcoólico; 12,5%
Produtor: Quinta da Lagoalva de Cima

Luis Pato Maria Gomes Branco 2005


Elaborado a partir de uvas da Casta Maria Gomes.

Região: Vinho Regional Beiras
Teor Alcoólico; 12%
Produtor: Luis Pato

Cortes de Cima Homenagem a Christian Andersen Tinto 2003


Edição comemorativa dos 200 anos do escritor de contos infantis Hans Christian Andersen. Produzido com a casta Syrah.

Região: Vinho Regional Alentejano
Teor Alcoólico: 14,50% vol.
Produtor: Hans Kristian Jorgensen

domingo, setembro 10, 2006

Fiuza Sauvignon 2005


Produzido a partir da casta Sauvignon.

Região: Vinho Regional Ribatejano
Teor Alcoólico; 12,5%
Produtor: Fiuza e Bright Soc.Viti.Lda

Terras de Monforte Colheita Seleccionada Tinto 2000


Efectuado fundamentalmente com a casta Trincadeira com pequenas percentagens de Piriquita e Carignan.


Região: Vinho Regional Alentejano
Teor Alcoólico; 12,5%
Produtor: Herdade Perdigão
Produção: 26660 garrafas

João Portugal Ramos Aragonês 1999


Efectuado por uvas da casta Aragonês.

Região: Vinho Regional Alentejano
Teor Alcoólico: 13,50% vol.
Produtor: J.Portugal Ramos SA

Torre da Trindade Branco 2005


Vinho efectuado com a casta Fernão Pires


Região: Ribatejo
Teor Alcoólico: 13,50% vol.
Produtor: Sociedade Agricola da Grouxa e Atela SA

Nota: Medalha de Ouro no IX concurso de vinhos do Ribatejo.

Casa da Atela Sauvignon 2005


Vinho efectuado exclusivamente com a casta Sauvignon vindimadas manualmente na 4º semana de Agosto. Vinificado em pequenas cubas de inox durante 20 dias, fazendo depois batonage em borras finas durante 30 dias.

Região: Vinho Regional Ribatejano
Teor Alcoólico: 13,50% vol.
Produtor: Sociedade Agricola da Grouxa e Atela SA

Nota: Medalha de Ouro no IX concurso de vinhos do Ribatejo.