sábado, junho 03, 2006

Bauget-Jouette Brut Rosé

Região: Champanhe - Epernay

Teor alcoólico: 12%

Produtor: Bauget-Jouette

Quinta dos Cozinheiros Rosé 2004


O mosto que deu origem a este vinho provém de uvas das castas baga e touriga nacional com as quais macerou durante um curto periodo. Após prolongada fermentção foi engarrafado de imediato.

Região: Regional Beiras
Teor alcoólico: 13%
Produtor: Quinta dos Cozinheiros

Jantar da A Adega

Mais um grande jantar organizado pelo João em minha casa. Começámos com uma tábua de queijos e aperitivos, seguiu-se uns carapauzinhos fritos à maneira acompanhados de gaspacho. Veio a seguir um lombo de porco preto acompanhado por batatas assadas no forno, seguindo a sobremesa uma bela charlotte de ananás. A prova.. não preciso de dizer mais a fotografia diz tudo. PR

O Paulo acusa-me e eu acuso-o. Na verdade devemos ser os dois culpamos mais a Nês. Vou tentar contar a minha versão e com sorte pode ser que tudo fique em bem a rimar com todas as opiniões.Era para acontecer um jantar aqui em casa, mas porque não havia onde deixar o miúdo do Paulo e da Nês passou a cerimónia para a casa destes. Desde então tomaram-me conta do evento, acuso eu. Desde sempre dizem que o repasto foi meu. A verdade é que a união de esforços deu uma coisa memorável de fazer inveja a nós mesmos, pois agora enciumamo-nos por não estarmos a usufruir aquele momento, como se fôssemos hoje outras pessoas, porque há instantes na vida em que o tempo está proibido de passar.No primeiro acto aconteceu um Quinta dos Cozinheiros Rosé de 2004 (Regional Beiras), líquido seco e austero na fruta, bom para matar a sede. Estava fresco e contrariou o calor daquele fim de tarde. Porém não é o meu vinho rosé nem fez amigos... não angariou adeptos para as falanges dos rosés, embora todos lhe reconhecessem virtudes. Depois, sim, houve muita alegria e contentamento. Veio de Champanhe um rosé divertidíssimo e elegante: Bauget-Jouette. Com este todos festejaram e grandes sorrisos se puseram nos rostos, até dos teimosos que insistem em afirmar e garantir que não gostam de Champanhe nem de rosé.Acto segundo: queijo camembert, um malcheiroso francês que não fixei o nome, queijo de azeitão, queijo de mistura de cabra e vaca, pasta de fígado de porco, duas variedades de gressinos temperados, cubos de pão com ervas e joaquins fritos. Aqui estava já em estreia líquida o primeiro vinho do jantar: Hexagon 2000 (Regional Terras do Sado), talvez o melhor vinho que se faz a Sul do Tejo ou mesmo do Mondego.Terceiro acto: gaspacho (à portuguesa e com acompanhamentos vários, incluindo os joaquins sobrantes) com o já referido Hexagon. O vinho é uma maravilha. Julgo que Nostradamus o anteviu nas suas visões e que Leonardo da Vinci fez esboços para a sua criação. E não é que ligou mesmo bem com a sopa fria?Quarto acto: lombo de porco temperado com massa de pimentão e batata assada no forno, ratatui (cebola, tomate, alho francês, maçã e tomilho) que se regou com Hexagon, enquanto houve, e Quinta do Monte d'Oiro Reserva 2001 (Regional Estremadura). Este segundo tinto é outra maravilha, tem encantos diferentes do parceiro mais sulista, e dança no nariz e na boca com muita elegância.Findos os dois grandes tintos e antes que se quisessem as sobremesas bebeu-se parcialmente um Vinha da Pala Reserva 2001 (Douro), que é justo e sereno, não levanta ondas, mas tem carácter, não fez sombra aos anteriores, mas todos repararam que lá estava. Só por causa disso irá ser repetido numa jantarada menos exigente.Após o intervalo da conversa em que os fumantes se intoxicaram, veio uma charlotte de ananás e serviu-se um Vinho do Porto que estava de estalo, embora viesse a estar mais se tivessemos a paciência de esperar mais uns anos: Ferreira 1997 Vintage. Suave e aveludado, complexo no nariz e na boca foi uma delícia de se beber. Na minha opinião ofuscou a sobremesa, pois estava demasiado vaidoso e galante.Já quando os talheres se tinham retirado e os guerreiros da comezaina queriam apenas repousar e conversar, as gargantas molharam-se com um honesto, mas fracote Tinto da Ânfora 2002 (Regional Alentejano), que o bom Alex trouxe. Lamento, amigo, mas este não teve hipótese, mas foi um vinho amigo para quando já estávamos exaustos... e não só.De tudo o que mais gostei foi mesmo da amizade. É que amigos destes dizem o que sentem e comem e dão a comer o melhor que têm. Foi um grande festa para festejar coisa nenhuma. JB

Aragonês da Peceguinha 2004



Produzido na herdade da malhadinha nova em Albernôa no Alentejo, a partir da casta aragonês, estagia 10 meses em barricas de carvalho françês.

Região: Regional Alentejano

Teor alcoólico: 14%

Produtor: Herdade da Malhadinha Nova

Vinho tinto do Fogo

Vinho Tinto do Fogo

O único sitio de Cabo Verde onde se faz vinho, o chã das caldeiras situado na ilha do Fogo em Cabo Verde.
Vinho efectuado com a casta tradicional preta.


Região: Cabo Verde
Teor alcoólico: 14%
Produtor: Rosandro Monteiro
Chã das Caldeiras

quarta-feira, maio 31, 2006

Indice de Provas 2006

Tintos
Nota

Brancos

Rosé

Espumante


Vinho do Porto

Vinho da Madeira

G* = Garrafa existente por provar
* Envelheceu demais, devido a mau acondicionamento ou rolhamento
** aguardar mais uns anos para plenitude

quinta-feira, maio 25, 2006

Vinhos H.M. Borges - Madeira

O improvável aconteceu-me. Serviram-me vinho abafado para regar a refeição e o dito cansou-me a sede. Na verdade, não foi um generoso, mas quatro. Flutuei sentado na cadeira a beber Vinho da Madeira. No nariz festejei com os aromas quentes e diferentes do quarteto e na boca exprimentei as mestiçagens com as diferentes comidas. Todos vieram da casa H.M. Borges.
Primeiro veio um Harvest Sercial de 1995, de trago seco e ácido, mas a enrolar-se macio e suave dentro de mim. Quando lhe encostei uma salada de tomate e courgette com espargos, então, começou a cantar alegrias.
Encanto maior mostrou o Harvest Colheita Boal de 1995... que delícia elegante no nariz e prazer na boca! Este é um Vinho da Madeira capaz de trazer fama e fazer renascer um espírito cansado. Visto a olho nu era apenas vinho num copo, mas quando se soltava na boca e se lhe juntava a mousse com avelãs e foi-gras havia brincadeiras desenfreadas e alegres.
A coisa acalmou com o Harvest Colheita de 1995, feito só de uvas negra mole, e embora não sendo de mau fundo não brilhou por causa dos manos. Nem mesmo com a carne de vaca macia, a batata desfeita e os legumes verticais o fizeram subir a grandes alturas. Mas não envergonhou o nome de família.
A fechar a festa veio uma sericá com mel escoltada por um Harvest Malvazia 1998 e o júbilo foi notório, tanto da parte da noiva, como do noivo, como durante toda esta boda. Por mim, este foi a melhor núpcia da época e a beleza líquida mais fácil e encantadora. Perdi-me de amores por ela.
Espantoso ainda foi o chefe, o alcoviteiro que inventou os casamentos dos vinhos com os pastos. Foi tarefa de esforço, engenho e sabedoria. Porém, saí-lhe em destino e desafiei-o com a minha intolerância ao peixe. Saiu-se bravamente, improvisando uma cartinha só para mim, coisa revelada de maravilha nas papilas e saciante na gula.
Hoje é dia de festa, canta a minha alma!

segunda-feira, maio 15, 2006

Pellada Carrocel 2003

Produzido na Quinta da Pelada, em Pinhanços, Seia.

Região: Dão
Produtor: Álvaro de Castro
Enólogo: Álvaro de Castro
Teor alcoólico: 13%

Dado 2001

Vinho produzido com uvas provenientes das regiões do Dão e do Douro, donde foram tiradas as duas sílabas que formas a marca.

Produtores: Álvaro de Castro e Dirk Niepoort
Teor alcoólico: 13,5%

terça-feira, abril 25, 2006

«Viuva Gomes» Reserva Tinto colheita 1974

Viuva José Gomes da Silva & Filhos - Collares. A região de Colares é mínima: apenas 22 hectares e nela cabem um branco e um tinto. O tinto faz-se com, pelo menos, 80% de uvas da casta ramisco e em solo arenoso. À data de produção deste vinho, as vides cresciam todas rasteiras. Em muitas propriedades é comum partilharem o espaço com macieiras, também elas, rasteiras.

Região: Colares
Teor alcoólico: 11%
Produtor: Jacinto Lopes Baeta Filhos

ValdArcos Garrafeira 1988

Este vinho foi produzido na zona de Silvã-Mealhada, em solo argilo-calcáreo. O vinho é feito com um lote de uvas onde domina a casta baga. O vinho estagiou em tonel de madeira até 1991, data em que foi engarrafado.

Região: Bairrada
Teor alcoólico:
Produtor: Caves ValdArcos

Quinta da Alorna Colheita Tardia 2003

Este vinho branco faz-se com as uvas já em passa, daí designar-se por colheita tardia. No entanto, o clima seco do Ribatejo evita o surgimento da podridão nobre em grande escala. Este vinho provêm de uvas da casta fernão pires e estagiou 12 meses em barricas de carvalho.

Região: Ribatejo
Enólogo: Nuno Cancela de Abreu
Teor alcoólico: 14%
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos

Zimbro 2003

A Quinta do Zimbro situa-se no Douro superior e as suas vinhas têm cerca de 20 anos. Este vinho fez-se com uvas das castas touriga franca (30%), tinta barroca (30%), tinta roriz (30%) e touriga nacional (10%). O vinho estagiou nove meses em barricas novas de carvalho francês.

Região: Douro
Enólogo: Ricardo Tiago
Teor alcoólico: 13,5%
Produtor: Manuel da Costa Pinto Hespanhol

Vallado 2002

A Quinta do Vallado situa-se na foz do Corgo. Este vinho faz-se com um lote de uvas uvas provenientes de vinhas velhas e recentes, das castas tinta amarela, tinta barroca, tinta roriz, touriga franca, touriga nacional e sousão. O vinho foi engarrafado sem tratamento de frio.

Região: Douro
Enólogo: Francisco Olazabal
Teor alcoólico: 13%
Produtor: Quinta do Vallado sociedade Agrícola

Duas Quintas 2000

Este vinho faz-se nas durienses quintas dos Bons Ares e Ervamoira, sendo esta última um marco da viticultura duriense e conhecida pelo seu carácter e microclima, que leva a que a vindima se faça em Agosto. A Quinta dos Bons Ares situa-se em altitude e por isso as uvas amadirecem de forma mais suavemente. este vinho faz-se a partir das castas tinta roriz e touriga nacional.

Região: Douro
Enólogo: João Nicolau de Almeida
Teor alcoólico: 13%
Produtor: Ramos Pinto

Quinta da Alorna 2005

Este vinho branco fez-se a partir das castas arinto e fernão pires.

Região: Reional Ribatejano
Enólogo: Nuno Cancela de Abreu
Teor alcoólico: 12,5%
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos

Quinta dos Cozinheiros 2001

Este vinho branco é produzido a partir das castas maria gomes e bical, tendo fermentado e estagiado em madeira.

Região: Regional Beiras
Teor alcoólico: 12%
Produtor: Quinta dos Cozinheiros Sociedade Agrícola

domingo, abril 16, 2006

Côto de Mamoelas Bruto Reserva 2003

Vinho espumante bruto reserva, através do método clássico, antigamente designado por champanhês, terminologia que hoje se encontra banida. Este espumante foi produzido exclusivamente a partir da casta alvarinho.

Região: Vinho Verde, sub-região de Monção
Teor Alcoólico: 13%
Enólogo: Anselmo Mendes
Produtor: PROVAM

sábado, abril 15, 2006

CARM Grande Escolha 2001


A Casa Agrícola Reboredo Madeira (CARM) situa-se em Almendra, no Douro Superior, onde possui diversas propriedades. Este vinho fez-se com o lote de uvas seleccionadas de diversas quintas das castas touriga nacional, tinta roriz e touriga franca. O vinho estagiou um ano em barricas novas de carvalho francês.

Região: Douro
Produtor: Casa Agrícola Reboredo Madeira
Enólogo: Rui Madeira
Teor alcoólico: 14%

CARM Reserva 2001

A Casa Agrícola Reboredo Madeira (CARM) situa-se em Almendra no Douro Superior, onde possui diversas quintas. Este vinho é feito com uvas escolhidas touriga nacional, touriga franca e tinta roriz das suas propriedades. O vinho estagiou um ano em barricas novas de carvalho americano e francês.

Região: Douro
Produtor: Casa Agrícola Reboredo Madeira
Enólogo: Rui Madeira
Teor alcoólico: 14%