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sexta-feira, dezembro 28, 2007

Quinta do Monte D'Oiro 1999 - Homenagem a Antonio Carqueijeiro


"Este vinho em homenagem ao Dr.António Carqueijeiro, foi produzido a partir de castas Syrah (94%) e Viognier (6%). Através de uma monda de cachos severa o rendimento de produção foi muito baiuxo para obtermos um vinho de alta concentração. Estagiou por duas vezes em barricas 100% novas de carvalho françês Seguin Moreau (9 meses em cada barrica nova, num total de 18 meses de madeira) e envelheceu em garrafa durante 1 ano antes do seu lançamento."

Em boa altura o bebi visto que o novo acaba de sair, apesar do seu preço altamente especulativo e proibitivo para o comum dos mortais, está à altura.
Apresenta-se no seu apogeu pois pareceu-nos que atingiu a sua maturidade plena. Notas de fruta silvestre e cereja. Um grande vinho à boa maneira de Bento dos Santos.

Região: Regional Estremadura
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d'Oiro
Teor alcoólico: 13%
Nota: 9/10

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Gouvyas Vinhas Velhas 2003


Produzido por uvas cultivadas no Cima Corgo (Soutelo do Douro e Vale Mendiz) em parcelas seleccionadas de vinha velha com mais de 60 anos de idade média. Fermentou em lagar com pisa a pé. Iniciou em novembro de 2003 o estágio em barricas novas e de segundo ano de carvalho françês. Em setembro de 2005 foram engarrafadas sem filtração 3500 garrafas.
O meu amigo João trouxe-o para seguir-se ao Charme. Surpresa. Após um Charme em nada lhe ficou atrás. Caso fosse uma prova cega eu não distinguiria um do outro.
Têm uma ligeira diferença, em termos de alcool que se sente. Ligaram muito bem um a seguir ao outro, este Gouvyas está excepcional.
Região: Douro
Teor Alcoólico: 14,5 % vol.
Produtor: Bago de Touriga
Nota: 9/10

Charme 2004


Que se pode dizer de um vinho muito perto da genialidade (para mim). Nada.
Saboreiem-no até a ultima gota.



Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5 % vol.
Produtor: Niepoort Vinhos SA

Nota: 9,5 /10

sexta-feira, setembro 21, 2007

Cruz Miranda 2001


Pensavam que eu não voltava? Desculpem-me mas o tempo não tem sido muito para escrever.

Vou começar pelo último vinho que bebi e vou tentar recuperar muitos deles.


Este Cruz Miranda 2001 trouxe-me um amigo. Ligou e disse este vinho é para bebermos os dois, é um vinho para ti e portanto tens de me convidar para jantar hoje. Lá o convidei e bebemos, apreciámos,"comemos" mesmo o vinho.

Um senhor Alentejano que me trouxe hà memória grandes vinhos do alentejo (Quinta do Carmo 1987, Mouchão 1991, Tinto Velho 1980). Um tipo de vinhos que hoje teimam em não aparecer pois o mercado comercial não o aprecia. É efectuado com a casta Alfrochoeiro Preto.


Citando a garrafa e com poucas alterações; "Vinho denso, apresenta aroma complexo onde as notas de madeira se conjugam com os aromas a passas de ameixa maduras e notas de geleia de chocolate com persistência. Na boca mostra-se de complexidade delicada e de grande robustez".

Não sei se irá aguentar mais alguns anos mas é de guardar uma e experimentar, na minha opinião está já excelente. É um vinho que se come. Adorei e vou comprar o que conseguir arranjar.


Região: Regional Alentejano
Produtor: Teresa Maria Uva Pessanha Barbosa da Cruz Miranda
Teor alcoólico: 15
Nota 8/10

terça-feira, setembro 18, 2007

Lima Mayer 2004


Este ano o de de 2004 foi efectuado maioritariamente com as castas Aragonês e Syrah e em menor quantidade Petite Verdot, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon. Estagiou em barricas de carvalho francês.

Um vinho ao meu gosto. O seu aroma itenso a frutos vermelhos e maduros e o seu corpo possante mas equilibrado deram-me muito prazer. Algo que não tem sido nada normal nos vinhos que provei este ano de 2007.

Gostei, recomendo e já o bebi mais vezes desde a primeira vez.

Infelizmente não se encontra facilmente a não ser em garrafeira ou em Restaurante mas a qualidade preço para o vinho que é, é excelente.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Lima Mayer & Companhia
Teor alcoólico: 13.5%
Nota 8/10



PS: Agradeço ao produtor a amabilidade da oferta desta garrafa.

sábado, junho 23, 2007

Rupert & Rothschild Vignerons Classique 2004

É um vinho com muitas notas vegetais. Nota-se lá suavemente o cabernet sauvignon. Vegetal é o termo que melhor define este vinho. Mas encontram-se também em doses macias e cuidadas flores e frutas. Tudo muito discreto e bem medido. Os 15% de álcool passam totalmente ao lado, o vinho está equilibrado. Menos positivo será alguma indiferenciação: não há milagres! Este vinho fez-se com as castas cabernet sauvignon e merlot, por isso tem um perfil muito internacional. Está belo de se beber.

Origem: Western Cape - África do Sul
Produtor: Anthonij Rupert & Benjamin Rothschild
Teor alcoólico: 15%
Nota: 6,5/10

sábado, junho 09, 2007

Poeira 2004


A colheita de 2004 ainda precisa de repousar. Os taninos ainda estão bem vivos, mas nota-se que este é um grande vinho. Para mim, a colheita de 2004 é a que mais me agradou, apesar de a ter bebido em condições de juventude. A ver se a pequena produção e os apetites do mercado ainda me guardam algumas garrafas para daqui por uns anos.

Região: Douro
Produtor: Jorge Nobre Moreira
Nota: 9/10

Vertente 2002

É um vinho onde se nota bem a fruta e que é bem fácil de gostar. É fácil e é bom. Simples!

Região: Douro
Produtor: Niepoort
Teor alcoólico: 13%
Nota: 7/10

sábado, junho 02, 2007

Quinta de Saes Reserva Estágio Prolongado 2005

Belo e rijo vinho. Nariz muito agradável com fruta sem demasia e presença de madeira. Vinho adstringente e com energia. Será muito interessante bebê-lo dentro de um tempo.

Produtor: Álvaro de Castro
Região: Dão
teor alcoólico: 13%
Nota: 7/10

segunda-feira, maio 21, 2007

Pedro e Inês 2003

Um tinto profundo, misterioso, onde se notam ameixas e madeira. Mais do que dizer há que provar.

Região: Dão
Produtor: Dão Sul
Teor alcoólico: 14%
Nota: 8,5/10

sábado, abril 28, 2007

Quinta de Cabriz Reserva 2004

Este tinto está bem melhor no nariz do que na boca. Sinceramente achei-o demasiado festivo e, por conseguinte, cansativo nos aromas, tal a festarola. Bastante floral, sobretudo violetas, alguma fruta madura, baunilha e um toque levezinho a couro. Tudo muito bem, mas com o passar da refeição tornou-se fatigante, sobretudo ar do ramalhete. Na boca é maciozinho e bem mais desinteressante face ao esplendor olfactivo e incaracterístico, com alguma fruta discreta. Todavia não se pense mal, que está um bom pedaço de vinho.

Produtor: Dão Sul
Região: Dão
Nota JB: 5,5/10
Nota PR: 5/10

quinta-feira, abril 26, 2007

Cartuxa 2002

Este vinho é um clássico e, como tal, não desilude. É o que é. Encanta quanto baste e evoca paisagens doutro tempo. Merece ser bebido. Tem fruta discreta e madeira nobre. É bem elegante e distinto. Bem equilibrado. Um belo alentejano.

Região: Évora - Alentejo
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Teor alcoólico: 13,5%
Nota 7/10

sexta-feira, abril 20, 2007

Encostas de Penalva 2004

Comprei este tinto por menos de dois euros. Antes que me argumentem que por esse preço não há bom vinho, respondo que os países do «novo mundo» aí estão para provar o contrário: vinho de grande consumo a preços acessíveis e que nem todo o vinho tem de ser uma preciosidade e caro. Repito que me marimbo para o preço e para as relações de qualidade e preço. Bebo o que gosto e recomendo o que julgo valer a pena.
Neste caso não recomendo. No nariz é um soco de álcool, o que transborda para a boca. É maciosinho e tal, mas nada mais. É desinteressante como uma folha de papel. Não percebo. Nem sequer percebo como foi aprovado como Dão, pois vinho desta qualidade deveria ser chumbado em nome da dignidade e reputação da região. Certamente só porque rende uns cobres em selos de certificação é que é aceite pela entidade que deveria zelar pela qualidade da denominação ou então em nome dum qualquer direito adquirido. Não percebo o que este vinho possa significar para quem o produz, pois não pode encher de orgulho quem o faz. Não percebo como chega ao mercado este vinho e, para mais, com o selo Dão à garupa.

Região: Dão
Produtor: Adega Cooperativa de Penalva do Castelo
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 2/10

domingo, abril 15, 2007

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2004


No nariz há a apontar de negativo um forte odor alcoólico, que esmaga tudo à volta. È preciso esperar antes que os restantes aromas venham à tonam. De resto é bem agradável a suave compota e canela que nele se notam. Na boca, este tinto é potente, com bons taninos, com compota, fruta vermelha discreta, madeira. Belíssimo. Será bom bebê-lo daqui por um par de anos.
JB

Região: Douro
Produtor: Sociedade Agrícola da Quinta do Crasto
Teor alcoólico: 14,5%
Nota JB: 8/10
Nota PR: 8/10

domingo, abril 01, 2007

Altas Quintas Crescendo 2005

Este tinto pretende ocupar um patamar mais abaixo face aos outros vinhos da casa. Contudo, surpreendeu-me pela positiva. A puxar bem sem se tornar enjoativo, com bom corpo, bela madeira e saudáveis frutos.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Altas Quintas
Teor alcoólico: 14%
Nota: 6,5/10

domingo, março 25, 2007

Colares Chitas 1992

Apesar da crise da região, Colares ainda vai dando ao mundo e às bocas belas coisinhas. Têm-me chegado aos ouvidos notícias de que os Colares Chitas não andam grande coisa. Pois talvez não estejam ao nível do que já foram e eu não tenho idade para ter memória, porém este de 1992 achei-o muito bem. Bebi-o relativamente jovem e estava, é claro, capaz de aguentar muitos anos, na boa tradição dos Colares. Bateu-se bem com pratos companeiros tradicionais: bacalhau (pataniscas e pastéis).

Região: Colares
Produtor: António Bernardino Paulo da Silva
Teor alcoólico: 11%
Nota: 7/10

Poeira 2001


A perfeição ou a quase perfeição rouba palavras. Há muito mais a dizer quando se tem alguma coisa a criticar. Deste vinho não há muito a dizer: É fabulástico. Não me apetece dizer mais nada. Seria poluí-lo.
JB

Pouco mais posso acrescentar a não ser que o melhor mesmo é bebê-lo.
Penso que se aguentará por mais alguns anos.
PR

Região: Douro
Produtor: Jorge Nobre Moreira
Teor alcoólico: 13%
Nota JB: 9/10
Nota PR: 9/10

sexta-feira, março 23, 2007

Morgado da Canita 2004

Este não é, claramente um grande tinto nem um tinto de excelência. É um tinto que não envergonha, que vai para o mercado a preço cordato. É um dos chamados vinhos de combate, daqueles que vencem pela relação entre a qualidade e o preço, que têm de se apresentar em meias garrafas. Devo dizer que no padrão da gama é dos melhores que tenho tragado. É honesto.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Casa Agrícola Santos Jorge
Teor alcoólico: 13,5%
Nota: 4/10

domingo, março 18, 2007

Terra de Lobos - Castelão Cabernet Sauvignon 2003

É um vinho onde parece que as coisas não batem certo. Será que são as castas que andam à luta? pareceu-me rústico... Ao mesmo tempo entediante e aborrecido. No entanto, há que elogiar a ausência do aroma a pimentão e do sabor impositivo da casta cabernet... porém, a coisa não me pareceu resultar.

Região: Regional Ribatejano
Produtor: Casal Branco
Teor alcoólico: 13,5%
Nota: 3,5/10

Riscal Tempranillo 2004

Casa dos Herderos de Marqués de Riscal é mais conhecida pelos seus vinhos de Rioja e seguidamente de Rueda, mas a empresa estende a sua actividade também a Castela-Leão, donde provém este tinto. Sabe-se que em Espanha várias regiões e muitas adegas se têm voltado para o mercado, mostrando-se atentas às novas tendências, ao perfil dos novos consumidores e às setas indicativas do novo mundo. A Marquès de Riscal tem neste vinho um produto popular e jovem, o que não quer dizer que seja bom ou interessante, mas também não implica que seja mau ou desinteressante. Quanto a mim, acho apenas que não atrasa nem adianta. De facto não é mau, mas também não é interessante.

Região: Castilla y Léon
Produtor: Herderos de Marqués de Riscal
Teor alcoólico: 14%
Nota: 4/10