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sexta-feira, setembro 21, 2007

Cruz Miranda 2001


Pensavam que eu não voltava? Desculpem-me mas o tempo não tem sido muito para escrever.

Vou começar pelo último vinho que bebi e vou tentar recuperar muitos deles.


Este Cruz Miranda 2001 trouxe-me um amigo. Ligou e disse este vinho é para bebermos os dois, é um vinho para ti e portanto tens de me convidar para jantar hoje. Lá o convidei e bebemos, apreciámos,"comemos" mesmo o vinho.

Um senhor Alentejano que me trouxe hà memória grandes vinhos do alentejo (Quinta do Carmo 1987, Mouchão 1991, Tinto Velho 1980). Um tipo de vinhos que hoje teimam em não aparecer pois o mercado comercial não o aprecia. É efectuado com a casta Alfrochoeiro Preto.


Citando a garrafa e com poucas alterações; "Vinho denso, apresenta aroma complexo onde as notas de madeira se conjugam com os aromas a passas de ameixa maduras e notas de geleia de chocolate com persistência. Na boca mostra-se de complexidade delicada e de grande robustez".

Não sei se irá aguentar mais alguns anos mas é de guardar uma e experimentar, na minha opinião está já excelente. É um vinho que se come. Adorei e vou comprar o que conseguir arranjar.


Região: Regional Alentejano
Produtor: Teresa Maria Uva Pessanha Barbosa da Cruz Miranda
Teor alcoólico: 15
Nota 8/10

terça-feira, setembro 18, 2007

Lima Mayer 2004


Este ano o de de 2004 foi efectuado maioritariamente com as castas Aragonês e Syrah e em menor quantidade Petite Verdot, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon. Estagiou em barricas de carvalho francês.

Um vinho ao meu gosto. O seu aroma itenso a frutos vermelhos e maduros e o seu corpo possante mas equilibrado deram-me muito prazer. Algo que não tem sido nada normal nos vinhos que provei este ano de 2007.

Gostei, recomendo e já o bebi mais vezes desde a primeira vez.

Infelizmente não se encontra facilmente a não ser em garrafeira ou em Restaurante mas a qualidade preço para o vinho que é, é excelente.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Lima Mayer & Companhia
Teor alcoólico: 13.5%
Nota 8/10



PS: Agradeço ao produtor a amabilidade da oferta desta garrafa.

domingo, abril 01, 2007

Altas Quintas Crescendo 2005

Este tinto pretende ocupar um patamar mais abaixo face aos outros vinhos da casa. Contudo, surpreendeu-me pela positiva. A puxar bem sem se tornar enjoativo, com bom corpo, bela madeira e saudáveis frutos.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Altas Quintas
Teor alcoólico: 14%
Nota: 6,5/10

sexta-feira, março 23, 2007

Morgado da Canita 2004

Este não é, claramente um grande tinto nem um tinto de excelência. É um tinto que não envergonha, que vai para o mercado a preço cordato. É um dos chamados vinhos de combate, daqueles que vencem pela relação entre a qualidade e o preço, que têm de se apresentar em meias garrafas. Devo dizer que no padrão da gama é dos melhores que tenho tragado. É honesto.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Casa Agrícola Santos Jorge
Teor alcoólico: 13,5%
Nota: 4/10

domingo, março 18, 2007

Herdade dos Lagos Syrah Reserva 2004

Serviram-me este vinho, porque (parece) que ando com fama de querer experimentar sempre vinhos diferentes, e este foi-me apresentado como raridade em Lisboa e, mesmo, Portugal, pois ao que parece tem os mercados internacionais como quase único destino. Este faz-se em Mértola e conta com uns potentes 15 graus de álcool. Contudo não se dá por eles, pois servido à temperatura regulamentar nada de embate alcoólico foi notado. No nariz notou-se fruta sem exuberância e toque abaunilhado, na boca é macio e elegante. Para quem o bebe tem lá o sabor dos tintos alentejanos e um forte perfil internacional. Aliás, estas duas características são, para mim, os seus defeitos: não tem nada de novo, é uma citação de sabor e temperamento.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Herdade dos Lagos
Teor alcoólico: 15%
Nota: 6/10

Adega Cooperativa de Borba Syrah 2004

Este tinto mostrou-se bem mais agradável enquanto se debateu com comida do que acompanhou o convívio e a conversa. Mal se levantaram os pratos tornou-se fatigado, aborrecido e chato. Tem algumas notas de fruta e de compota sem exuberância. Na boca falta-lhe elegância.
JB

Pouco tenho a acrescentar ao que o João escreveu. Partilhámos a garrafa até acabar a comida, pois a seguir ficou mesmo imbebível.
PR

Região: Regional Alentejano
Produtor: Adega Cooperativa de Borba
Teor alcoólico: 14%
Nota JB: 3,5/10
Nota PR: 3/10

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Vila Santa 1992

O vinho é um livro vivo. O que se bebe hoje é diferente do que poderia ter sido bebido há um ano e daquele idêntico guardado para daqui a uns anos. Quando só se tem uma garrafa apenas se conhece o vinho dum momento e não o vinho que nela vive, pois para isso seria preciso tê-lo bebido desde a sua infância e guardá-lo e bebê-lo a espaços até que se revelasse apenas senil, época em que se saberia ter passado para o outro mundo. Conhecer um vinho é tê-lo bebido muitas vezes e ter dele memórias.
Infelizmente, julgo não ter de nenhum vinho um vínculo que me permita ter essa perspectiva, mas uma garrafa que me trouxeram fez-me pensar: O que terá sido este vinho no ano em que saíu para a rua? Não arriscaria muito se apostasse como o terei bebido. Porém, à data não fazia apontamentos... infelicidades que agora lamento.
O que posso agora dizer deste vinho tinto? Que estava belíssimo, em boa forma e que bom prazer me deu. Muito elegante e macio.

Região: Regional Alentejano
Produtor: J. Portugal Ramos
Teor alcoólico: 13%
Nota: 6/10

quinta-feira, dezembro 28, 2006

José de Sousa 2002

A marca é um clássico! O vinho não desilude. É bem certo que não é um vinho de estalo, mas tem memórias, um património de afectos, que lhe dão um encanto. Nunca me desilude, o José de Sousa. Este de 2002 tem um aroma vegetal, a tabaco e ervas, e um toque achocolatado. Na boca tem frutado suave e agradavel. Já disse que não é de arromba, mas é um valor seguro.

Região: Regional Alentejano
Produtor: José Maria da Fonseca
Teor alcoólico: 13%
Nota: 5,5/10

quinta-feira, dezembro 21, 2006

CARMIM Vinho Novo 2006 Branco

Muita fruta, com destaque para a tropical: ananás e manga. Acidez notória. Fruta em excesso. Fruta até ao enjoo. Beber muito fresco para se conseguir tolerar. Contudo, claramente superior ao seu «irmão» tinto.

Região: Regional Alentejano
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Teor alcoólico: 13%
Nota: 3/10

Altas Quintas Reserva 2004

Muito elegante! Gostei da sua complexidade onde notei uma agradável linha vegetal. Este tinto alentejano é, tal como diz o produtor, diferente da generalidade dos vinhos oriundos do Alentejo. (JB)

Região: Regional Alentejano
Produtor: Altas Quintas
Teor alcoólico: 14,5%
Nota JB: 7,5/10
Nota PR: 8/10

Monte da Ravasqueira 2004

Bebível, mas algo agreste, desequilibrado, com uma acidez despropositada, uma fruta desinteressante... Este tinto vem vestido de forma digna, com brasão no rótulo e tudo!... Mas falta-lhe alma, corpo, interesse, distinção e elegância. Ou seja, a roupa não bate certa com o interior. As aparências iludem. É um vinhito banal.

Região: Regional Alentejano
Produtor: Sociedade Agrícola Dom Diniz
Teor alcoólico: 14%
Nota: 3/10

sexta-feira, dezembro 15, 2006

CARMIM Vinho Novo 2006 Tinto

Antes que comecem os mexericos tenho duas coisas a dizer: não comprei este vinho, mandou-me uma empresa de comunicação que tem a conta da CARMIM; segundo, bebi este vinho consciente de que bebia um vinho novo, da vindima deste ano.
Há uma tradição portuguesas - a qual não concordo, mas entendo - de se beber vinho novo no final do Outono. O primeiro vinho é aberto por alturas do São Martinho, que acontece por volta de meados de Novembro e tradicionalmente ocorre uma subida da temperatura. Este é um país de tradição vitivinícola e até há bem pouco tempo o vinho era encarado como um alimento essencial (se é que ainda não o é para muita gente com fortes raízes rurais). Por isso, entendo perfeitamente a tradição de se beber vinho novo e até o prazer de muita gente e o fazer.
Por isso, casas de alguma dimensão têm olhado para esse mercado tradicional e posto à venda marcas de vinho novo. Entende-se, é negócio. Tudo isso tem lógica e está certo.
Contudo, o acerto do negócio e a tradição não garantem qualidade. Provei o CARMIM Vinho Novo 2006 Tinto e aquilo é o que é. Uma bebida inacabada e insuportável. Acabo por ser condescendente, por via da tradição, e dar-lhe mais meio ponto na nota, porque o que este vinho merecia era mesmo só a nota mínima.
Este vinho lembrou-me as tabernas que ainda vi em Lisboa. Diz-se que o vinho não tem cheiro, mas aroma... este tem cheiro: a vinhum! Cheira a taberna! Um enjoo! Depois emana um abaunilhado que só abrava a náusea. O sabor é intenso a mosto. O que esperar? O vinho é novo.

Região: Regional Alentejano
Produtor: CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz
Teor alcoólico: 15%
Nota: 1,5/10

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Egoísta 2004

Egoïste é uma belíssima publicação francesa, de tão fino pormenor e longa fama, que apeteceu ao Casino do Estoril traduzir o substantivo (por acaso também adjectivo) e criar uma boa revista. A inveja tem braços longos, principalmente quando rareia a imaginação. À falta dum bom tópico para marcar um rótulo, há quem ceda à fácil tentação de espreitar para o caderno do lado. Obviamente que uma revista e uma marca de vinho não têm nada a ver, o plágio acontece a nível do conceito. Porém, isso agora pouco importa.
O que importa é que gosto de experimentar vinhos e este surgiu-me pela frente, com uma desafiante marca e umas fortes letras brancas a contrastarem no negro postas ao alto. Fui voluntariamente com a mão à garrafa e chamei-lhe minha. O que importa é que este vinho não tem nada que importe, não tem importância nenhuma. É um vinhito. Não tem aroma nem corpo. Os 13% de álcool transbordaram no copo ao longo da refeição. Na boca é desinteressante e incaracterístico.
Não sei se a revista Egoïste ainda se publica, sei é que além da palavra nada liga este vinho à publicação, nem a esta nem à boa colecção de páginas editada pelo Casino do Estoril. O conceito de usar um defeito como virtude, o egoísmo em particular, é apenas um pobre plágio mal colado. Já que se faz rábula ao menos que se tivesse algo de bom para a justificar.
Não dei o tempo como perdido, porque gosto de experimentar. Mas não volto a pedir um Egoísta...

Região: Regional Alentejano
Produtor: Esprit du Monde
Teor de álcool: 13%
Nota: 2/10

domingo, novembro 26, 2006

Sexy 2004

O nome é tão disparatado como deve ser acertada a pontaria do marketing. Para mim, que sou um pedante confesso, a marca repugna-me e afasta-me, como se me fosse bater na mão quando esta tentasse agarrar uma garrafa. Porém, o destino trocou-me as voltas e os disparates de alguém a fazer uma carta de vinhos deixou-me pouca escolha. Entre as certezas já batidas e repetidas, com previsíveis bocejos, e os rumores desinteressantes, ficou aquele adjectivo estrangeiro a moer-me a curiosidade. Não estava ninguém a ver, o sítio até era escuro e a companhia de absoluta confiança. Pronto, saltei:- Por favor, queria o Sexy»Lá pedi o vinho, envergonhado. Não sendo um estrondo, a «coisa» mostrou-se melhor do que esperava. Tem fruta, compota, muito vegetal, acidez... bebe-se com facilidade e agrado e não tem, felizmente, aquele sabor massificado que anda a passear pelas vinhas e adegas alentejanas. Não faço grandes tenções do repetir, porque não é uma excelência, mas se me vir numa contingência ficarei menos triste em pedi-lo. E continua a marca a causar-me urticária!

Região: Regional Alentejano
Teor alcoólico: 13,5%
Produtor: Fita Preta
Nota: 5,5/10

segunda-feira, setembro 11, 2006

Cortes de Cima Homenagem a Christian Andersen Tinto 2003


Edição comemorativa dos 200 anos do escritor de contos infantis Hans Christian Andersen. Produzido com a casta Syrah.

Região: Vinho Regional Alentejano
Teor Alcoólico: 14,50% vol.
Produtor: Hans Kristian Jorgensen

domingo, setembro 10, 2006

Terras de Monforte Colheita Seleccionada Tinto 2000


Efectuado fundamentalmente com a casta Trincadeira com pequenas percentagens de Piriquita e Carignan.


Região: Vinho Regional Alentejano
Teor Alcoólico; 12,5%
Produtor: Herdade Perdigão
Produção: 26660 garrafas

João Portugal Ramos Aragonês 1999


Efectuado por uvas da casta Aragonês.

Região: Vinho Regional Alentejano
Teor Alcoólico: 13,50% vol.
Produtor: J.Portugal Ramos SA

sábado, setembro 09, 2006

Vale da Calada Branco 2003

Vinho obtido a partir da associação das castas Roupeiro, Antão Vaz e Arinto.


Região: Vinho Regional Alentejano
Teor Alcoólico; 14%
Produtor: Herdade da Calada

Herdade do Esporão Reserva Tinto 2001

Efectuado com as castas Trincadeira, Aragonês e Cabernet Sauvignon.

Região: Vinho Regional Alentejano
Teor Alcoólico; 14%
Produtor: Herdade do Esporão

Monte da Peceguina Tinto 2005


Efectuado com vinhas colhidas à mão das castas Aragonês, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Syrah e Alfrochoeiro. Vinificação em lagares e estágio parcial de 6 meses em barricas de carvalho Françês e Americano.

Região: Regional Alentejano
Teor alcoólico: 14%
Produtor: Herdade da Malhadinha Nova