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quarta-feira, junho 13, 2007

Chá e vinho

Quem não bebeu chá em pequenino não pode, na idade adulta, dissertar sobre o vinho.

Nota: Este texto é dedicado ao cobarde e mentiroso que andou a escrever de forma anónima no texto sobre o vinho Encostas de Penalva 2004 (estão lá todos os comentários). Já agora se tiver coragem que envie um email.

domingo, dezembro 31, 2006

Fim do ANO de 2006

Quero desejar a todos os que nos visitaram um bom ano de 2007 e regado com bons vinhos, de preferência.

O meu fim-de-ano foi o normalissimo para quem tem um filho com 2 anos. Juntámo-nos em casa com alguns amigos e familiares, pouca gente. Infelizmente faltaram amigos que costumam estar presentes.
A minha mulher tratou das entradas e eu cozinhei os pratos principais. Os vinhos claro que fui eu a escolher. Nas entradas, destacam-se pasta de atum, pasta de salpicão, uma perdiz de escabeche, queijo de ovelha amanteigado e outros salgados e enchidos.
O prato principal foi um bacalhau espiritual (receita base, que alterei) acompanhado com couves Portuguesas salteadas.
A sobremesa foi um pudim de ovos e umas trufas de chocolate... Os vinhos... enfim foi a loucura para acabar bem o ano. Redoma Reserva Branco 2005 (eu disse que ia comprar outra garrafa e consegui arranjar), deste não me vou alongar muito pois já fizemos a prova neste blog e mantenho tudo o que disse. A seguir veio um Italiano Branco que mal foi bebido tal era a zurrapa. O prato foi acompanhado por um Barca Velha de 1999 e um Quinta de La Rosa Reserva de 2004 que ainda sobrou para as sobremesas e que se bateu mesmo bem, para os quais se seguem os comentários. Seguiu-se para quem gosta um Whisky (Amostra de Casco Linn House Reserve 35 anos com 51.6% de alcool, uau...) e Vodka... enfim uma noite e madrugada bem passada em que só fizeram falta alguns amigos.

terça-feira, outubro 31, 2006

Atrasos indecentes...

Peço desculpas a todos os leitores e visitas deste blog, por nada acontecer há muito tempo. Infelizmente o tempo não é muito para actualizar a lista de provas que são muitas.

Agradeço a paciencia aos nossos leitores frequentes que diariamente e/ou semanalmente aqui vêm. Prometo que irei actualizar o blog em breve com belos vinhos esperando os vossos comentários.

Com os meus cumprimentos.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Volto de férias.


Voltei de férias. Sendo o meu destino normal nesta época do ano o Alentejo (nomeadamente Alcácer do Sal), aproveitei para provar alguns dos vinhos de "novos produtores" desta zona bem como de outros da zona.
Alguns já existiam outros começam a aparecer no mercado.

São eles;

Herdade da Comporta Branco
Herdade da Comporta Tinto

Herdade do Portocarro Tinto 2003 (infelizmente não provei o Anima)

Barrosinha Tinto Colheita Selecionada 2004
Barrosinha Branco 2001 (já não existe nem na adega infelizmente)
Visconde de Alcacer 2003

De outras zonas do alentejo,

Monte da Peceguinha Branco 2005
Monte da Peceguinha Tinto 2005

Esporão Tinto Reserva 2001

Vale da Calada Branco (Penso que era de 2003)

Leo D'Honor Grande Escolha Tinto 2001

E ainda um vinho espanhol de baixo custo que agradou...

Terragona Tinto Reserva 2000

Ou seja umas férias produtivas com umas óptimas provas e algumas decepções pelo caminho. Seguem-se os vinhos.

Aproveitei ainda para fazer umas alterações no blog com um link ao indice de provas e notas pessoais, bem como um top 5 de provas (por tipo de vinho) e os vinhos da minha vida (estes 2 ultimos ainda em rascunho mas brevemente online).

sábado, junho 03, 2006

Jantar da A Adega

Mais um grande jantar organizado pelo João em minha casa. Começámos com uma tábua de queijos e aperitivos, seguiu-se uns carapauzinhos fritos à maneira acompanhados de gaspacho. Veio a seguir um lombo de porco preto acompanhado por batatas assadas no forno, seguindo a sobremesa uma bela charlotte de ananás. A prova.. não preciso de dizer mais a fotografia diz tudo. PR

O Paulo acusa-me e eu acuso-o. Na verdade devemos ser os dois culpamos mais a Nês. Vou tentar contar a minha versão e com sorte pode ser que tudo fique em bem a rimar com todas as opiniões.Era para acontecer um jantar aqui em casa, mas porque não havia onde deixar o miúdo do Paulo e da Nês passou a cerimónia para a casa destes. Desde então tomaram-me conta do evento, acuso eu. Desde sempre dizem que o repasto foi meu. A verdade é que a união de esforços deu uma coisa memorável de fazer inveja a nós mesmos, pois agora enciumamo-nos por não estarmos a usufruir aquele momento, como se fôssemos hoje outras pessoas, porque há instantes na vida em que o tempo está proibido de passar.No primeiro acto aconteceu um Quinta dos Cozinheiros Rosé de 2004 (Regional Beiras), líquido seco e austero na fruta, bom para matar a sede. Estava fresco e contrariou o calor daquele fim de tarde. Porém não é o meu vinho rosé nem fez amigos... não angariou adeptos para as falanges dos rosés, embora todos lhe reconhecessem virtudes. Depois, sim, houve muita alegria e contentamento. Veio de Champanhe um rosé divertidíssimo e elegante: Bauget-Jouette. Com este todos festejaram e grandes sorrisos se puseram nos rostos, até dos teimosos que insistem em afirmar e garantir que não gostam de Champanhe nem de rosé.Acto segundo: queijo camembert, um malcheiroso francês que não fixei o nome, queijo de azeitão, queijo de mistura de cabra e vaca, pasta de fígado de porco, duas variedades de gressinos temperados, cubos de pão com ervas e joaquins fritos. Aqui estava já em estreia líquida o primeiro vinho do jantar: Hexagon 2000 (Regional Terras do Sado), talvez o melhor vinho que se faz a Sul do Tejo ou mesmo do Mondego.Terceiro acto: gaspacho (à portuguesa e com acompanhamentos vários, incluindo os joaquins sobrantes) com o já referido Hexagon. O vinho é uma maravilha. Julgo que Nostradamus o anteviu nas suas visões e que Leonardo da Vinci fez esboços para a sua criação. E não é que ligou mesmo bem com a sopa fria?Quarto acto: lombo de porco temperado com massa de pimentão e batata assada no forno, ratatui (cebola, tomate, alho francês, maçã e tomilho) que se regou com Hexagon, enquanto houve, e Quinta do Monte d'Oiro Reserva 2001 (Regional Estremadura). Este segundo tinto é outra maravilha, tem encantos diferentes do parceiro mais sulista, e dança no nariz e na boca com muita elegância.Findos os dois grandes tintos e antes que se quisessem as sobremesas bebeu-se parcialmente um Vinha da Pala Reserva 2001 (Douro), que é justo e sereno, não levanta ondas, mas tem carácter, não fez sombra aos anteriores, mas todos repararam que lá estava. Só por causa disso irá ser repetido numa jantarada menos exigente.Após o intervalo da conversa em que os fumantes se intoxicaram, veio uma charlotte de ananás e serviu-se um Vinho do Porto que estava de estalo, embora viesse a estar mais se tivessemos a paciência de esperar mais uns anos: Ferreira 1997 Vintage. Suave e aveludado, complexo no nariz e na boca foi uma delícia de se beber. Na minha opinião ofuscou a sobremesa, pois estava demasiado vaidoso e galante.Já quando os talheres se tinham retirado e os guerreiros da comezaina queriam apenas repousar e conversar, as gargantas molharam-se com um honesto, mas fracote Tinto da Ânfora 2002 (Regional Alentejano), que o bom Alex trouxe. Lamento, amigo, mas este não teve hipótese, mas foi um vinho amigo para quando já estávamos exaustos... e não só.De tudo o que mais gostei foi mesmo da amizade. É que amigos destes dizem o que sentem e comem e dão a comer o melhor que têm. Foi um grande festa para festejar coisa nenhuma. JB

quinta-feira, maio 25, 2006

Vinhos H.M. Borges - Madeira

O improvável aconteceu-me. Serviram-me vinho abafado para regar a refeição e o dito cansou-me a sede. Na verdade, não foi um generoso, mas quatro. Flutuei sentado na cadeira a beber Vinho da Madeira. No nariz festejei com os aromas quentes e diferentes do quarteto e na boca exprimentei as mestiçagens com as diferentes comidas. Todos vieram da casa H.M. Borges.
Primeiro veio um Harvest Sercial de 1995, de trago seco e ácido, mas a enrolar-se macio e suave dentro de mim. Quando lhe encostei uma salada de tomate e courgette com espargos, então, começou a cantar alegrias.
Encanto maior mostrou o Harvest Colheita Boal de 1995... que delícia elegante no nariz e prazer na boca! Este é um Vinho da Madeira capaz de trazer fama e fazer renascer um espírito cansado. Visto a olho nu era apenas vinho num copo, mas quando se soltava na boca e se lhe juntava a mousse com avelãs e foi-gras havia brincadeiras desenfreadas e alegres.
A coisa acalmou com o Harvest Colheita de 1995, feito só de uvas negra mole, e embora não sendo de mau fundo não brilhou por causa dos manos. Nem mesmo com a carne de vaca macia, a batata desfeita e os legumes verticais o fizeram subir a grandes alturas. Mas não envergonhou o nome de família.
A fechar a festa veio uma sericá com mel escoltada por um Harvest Malvazia 1998 e o júbilo foi notório, tanto da parte da noiva, como do noivo, como durante toda esta boda. Por mim, este foi a melhor núpcia da época e a beleza líquida mais fácil e encantadora. Perdi-me de amores por ela.
Espantoso ainda foi o chefe, o alcoviteiro que inventou os casamentos dos vinhos com os pastos. Foi tarefa de esforço, engenho e sabedoria. Porém, saí-lhe em destino e desafiei-o com a minha intolerância ao peixe. Saiu-se bravamente, improvisando uma cartinha só para mim, coisa revelada de maravilha nas papilas e saciante na gula.
Hoje é dia de festa, canta a minha alma!

quinta-feira, março 30, 2006

Na Roça com os tachos


Um "best-seller" este livro.
Talvez pela facilidade das suas receitas e pela sua simplicidade.
Vale mesmo a pena.
Alguns ingredientes são dificeis de encontrar neste nosso Portugal mas não é preciso ser um chefe de alta cozinha para deitar mãos à obra e cozinhar estas receitas.

quarta-feira, março 29, 2006

Um livro para um vinho.


Nem só de vinho se faz uma adega. E a comida? Aqui vem algo para complementar.
Visto o vinho ser extraordinário merece algo mais. Este livro foi escrito de propósito para ele. É pena só terem sido produzidas 3000 garrafas pois muita gente já não o vai conseguir provar. Fique o livro então.

sábado, março 25, 2006

Princípio

A Adega é o espaço onde os amigos põem a mesa para servirem-se de vinhos e palavras. Pois que venham opiniões e desatinos, afectos e contradições, que é para isso mesmo que se pôs esta mesa. Nesta sala cabe a crítica e a opinião, as ideias e as combinações... aqui vai haver folia, talvez enganos e trambolhos por copos a mais. Viva a alegria!