Estou impressionado. Dois anos após o meu ultimo escrito verifico que continuo com visitas assiduas o que muito me agrada. O meu tempo livre continua manifestamente pouco para ter a participação que voçês leitores merecem.
Dediquei-me este ano a fazer algo que já não fazia faz tempo. Beber o vinho, sem obrigação e unicamente por prazer. Sem provas, sem notas, sem o stress de ter de opinar. Só mesmo pelo prazer do vinho.
Já não o fazia faz tempo. Sinceramente nem me lembro de mais de metade dos vinhos que bebi este ano. No entanto deixo aqui os que me supreenderam deveras e que nem são caros caso ainda se encontrem.
Tinto
Pombal do Vesuvio 2007 Tinto do Douro +-14€ em garrafeira. (Aconselho a guardar e ir verificando)
Meandro 2007 Tinto do Douro +- 10€ em garrafeira. (Aconselho a guardar e ir verificando)
Quinta do Castro Reserva Vinhas Velhas 2007, Tinto do Douro +- 25€ em garrafeira (Aconselho a guardar e ir verificando)
Cedro do Noval 2006 Tinto Regional Duriense +- 16€ em garrafeira (Aconselho a guardar e ir verificando)
Branco (para quem aprecie)
Chardonay da Casa Santos Lima, Branco 4€ em garrafeira
Colheita Tardia
Passi de San Jaen (Aconselharam-me a guardar).
Casal Figueira Vindima (Infelizmente já não se faz pois o enólogo morreu)
Bebi muitos outros vinhos, mas esses já cá cantam e estórias só tem quem os bebeu comigo.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Quinta do Monte D'Oiro 1999 - Homenagem a Antonio Carqueijeiro

"Este vinho em homenagem ao Dr.António Carqueijeiro, foi produzido a partir de castas Syrah (94%) e Viognier (6%). Através de uma monda de cachos severa o rendimento de produção foi muito baiuxo para obtermos um vinho de alta concentração. Estagiou por duas vezes em barricas 100% novas de carvalho françês Seguin Moreau (9 meses em cada barrica nova, num total de 18 meses de madeira) e envelheceu em garrafa durante 1 ano antes do seu lançamento."
Em boa altura o bebi visto que o novo acaba de sair, apesar do seu preço altamente especulativo e proibitivo para o comum dos mortais, está à altura.
Apresenta-se no seu apogeu pois pareceu-nos que atingiu a sua maturidade plena. Notas de fruta silvestre e cereja. Um grande vinho à boa maneira de Bento dos Santos.
Região: Regional Estremadura
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d'Oiro
Teor alcoólico: 13%
Nota: 9/10
Em boa altura o bebi visto que o novo acaba de sair, apesar do seu preço altamente especulativo e proibitivo para o comum dos mortais, está à altura.
Apresenta-se no seu apogeu pois pareceu-nos que atingiu a sua maturidade plena. Notas de fruta silvestre e cereja. Um grande vinho à boa maneira de Bento dos Santos.
Região: Regional Estremadura
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d'Oiro
Teor alcoólico: 13%
Nota: 9/10
Etiquetas:
Regional Estremadura,
Tinto
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Gouvyas Vinhas Velhas 2003

Produzido por uvas cultivadas no Cima Corgo (Soutelo do Douro e Vale Mendiz) em parcelas seleccionadas de vinha velha com mais de 60 anos de idade média. Fermentou em lagar com pisa a pé. Iniciou em novembro de 2003 o estágio em barricas novas e de segundo ano de carvalho françês. Em setembro de 2005 foram engarrafadas sem filtração 3500 garrafas.
O meu amigo João trouxe-o para seguir-se ao Charme. Surpresa. Após um Charme em nada lhe ficou atrás. Caso fosse uma prova cega eu não distinguiria um do outro.
Têm uma ligeira diferença, em termos de alcool que se sente. Ligaram muito bem um a seguir ao outro, este Gouvyas está excepcional.
Região: Douro
Teor Alcoólico: 14,5 % vol.
Produtor: Bago de Touriga
Teor Alcoólico: 14,5 % vol.
Produtor: Bago de Touriga
Nota: 9/10
Charme 2004

Que se pode dizer de um vinho muito perto da genialidade (para mim). Nada.
Saboreiem-no até a ultima gota.
Região: Douro
Teor Alcoólico: 13,5 % vol.
Produtor: Niepoort Vinhos SA
Nota: 9,5 /10
sexta-feira, setembro 21, 2007
Cruz Miranda 2001

Pensavam que eu não voltava? Desculpem-me mas o tempo não tem sido muito para escrever.
Vou começar pelo último vinho que bebi e vou tentar recuperar muitos deles.
Este Cruz Miranda 2001 trouxe-me um amigo. Ligou e disse este vinho é para bebermos os dois, é um vinho para ti e portanto tens de me convidar para jantar hoje. Lá o convidei e bebemos, apreciámos,"comemos" mesmo o vinho.
Um senhor Alentejano que me trouxe hà memória grandes vinhos do alentejo (Quinta do Carmo 1987, Mouchão 1991, Tinto Velho 1980). Um tipo de vinhos que hoje teimam em não aparecer pois o mercado comercial não o aprecia. É efectuado com a casta Alfrochoeiro Preto.
Citando a garrafa e com poucas alterações; "Vinho denso, apresenta aroma complexo onde as notas de madeira se conjugam com os aromas a passas de ameixa maduras e notas de geleia de chocolate com persistência. Na boca mostra-se de complexidade delicada e de grande robustez".
Não sei se irá aguentar mais alguns anos mas é de guardar uma e experimentar, na minha opinião está já excelente. É um vinho que se come. Adorei e vou comprar o que conseguir arranjar.
Região: Regional Alentejano
Produtor: Teresa Maria Uva Pessanha Barbosa da Cruz Miranda
Teor alcoólico: 15
Nota 8/10
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Regional Alentejano,
Tinto
terça-feira, setembro 18, 2007
Lima Mayer 2004

Este ano o de de 2004 foi efectuado maioritariamente com as castas Aragonês e Syrah e em menor quantidade Petite Verdot, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon. Estagiou em barricas de carvalho francês.
Um vinho ao meu gosto. O seu aroma itenso a frutos vermelhos e maduros e o seu corpo possante mas equilibrado deram-me muito prazer. Algo que não tem sido nada normal nos vinhos que provei este ano de 2007.
Gostei, recomendo e já o bebi mais vezes desde a primeira vez.
Infelizmente não se encontra facilmente a não ser em garrafeira ou em Restaurante mas a qualidade preço para o vinho que é, é excelente.
Região: Regional Alentejano
Produtor: Lima Mayer & Companhia
Teor alcoólico: 13.5%
Nota 8/10
Um vinho ao meu gosto. O seu aroma itenso a frutos vermelhos e maduros e o seu corpo possante mas equilibrado deram-me muito prazer. Algo que não tem sido nada normal nos vinhos que provei este ano de 2007.
Gostei, recomendo e já o bebi mais vezes desde a primeira vez.
Infelizmente não se encontra facilmente a não ser em garrafeira ou em Restaurante mas a qualidade preço para o vinho que é, é excelente.
Região: Regional Alentejano
Produtor: Lima Mayer & Companhia
Teor alcoólico: 13.5%
Nota 8/10
PS: Agradeço ao produtor a amabilidade da oferta desta garrafa.
Etiquetas:
Regional Alentejano,
Tinto
sábado, junho 23, 2007
Babits Tokaji Aszú 5 puttonyos 2000
Neste Tokay a linha força está na fruta. Primeiramente impressionou-me mais na boca do que no nariz, mas o tempo veio alterar essa percepção. Aroma e paladar dominados pelo pêssego com algumas notas de manga. O sabor tornou-se um pouco enjoativo. Por mim prefiro a linha mais tradicional dos Tokay.
Origem: Tokay - Hungria
Produtor: Babits
Nota: 6/10
Origem: Tokay - Hungria
Produtor: Babits
Nota: 6/10
Etiquetas:
Branco,
Colheita Tardia,
Tokay
Oremus Tokaji Aszú 5 puttonyos 1995
Este vinho pareceu-me na boca tão bom quanto no nariz. E no nariz tão agradável quanto belo na vista. Dourado como o âmbar e de aroma a lembrar confeitaria, muito complexo, onde sobressaía o mel. Na boca manteve-se a complexidade: muito gordo, guloso, a lembrar mel, fruta confitada, com mineralidade, alguma acidez. Uma festa.
Origem: Tokay - Hungria
Produtor: Bodegas Vega Sicilia
Teor alcoólico: 11,5%
Nota: 8/10
Origem: Tokay - Hungria
Produtor: Bodegas Vega Sicilia
Teor alcoólico: 11,5%
Nota: 8/10
Etiquetas:
Branco,
Colheita Tardia,
Tokay
Rupert & Rothschild Vignerons Classique 2004
É um vinho com muitas notas vegetais. Nota-se lá suavemente o cabernet sauvignon. Vegetal é o termo que melhor define este vinho. Mas encontram-se também em doses macias e cuidadas flores e frutas. Tudo muito discreto e bem medido. Os 15% de álcool passam totalmente ao lado, o vinho está equilibrado. Menos positivo será alguma indiferenciação: não há milagres! Este vinho fez-se com as castas cabernet sauvignon e merlot, por isso tem um perfil muito internacional. Está belo de se beber.
Origem: Western Cape - África do Sul
Produtor: Anthonij Rupert & Benjamin Rothschild
Teor alcoólico: 15%
Nota: 6,5/10
Origem: Western Cape - África do Sul
Produtor: Anthonij Rupert & Benjamin Rothschild
Teor alcoólico: 15%
Nota: 6,5/10
Etiquetas:
Tinto,
Western Cape
quarta-feira, junho 13, 2007
Chá e vinho
Quem não bebeu chá em pequenino não pode, na idade adulta, dissertar sobre o vinho.Nota: Este texto é dedicado ao cobarde e mentiroso que andou a escrever de forma anónima no texto sobre o vinho Encostas de Penalva 2004 (estão lá todos os comentários). Já agora se tiver coragem que envie um email.
sábado, junho 09, 2007
Poeira 2004

A colheita de 2004 ainda precisa de repousar. Os taninos ainda estão bem vivos, mas nota-se que este é um grande vinho. Para mim, a colheita de 2004 é a que mais me agradou, apesar de a ter bebido em condições de juventude. A ver se a pequena produção e os apetites do mercado ainda me guardam algumas garrafas para daqui por uns anos.
Região: Douro
Produtor: Jorge Nobre Moreira
Nota: 9/10
Região: Douro
Produtor: Jorge Nobre Moreira
Nota: 9/10
Vertente 2002
É um vinho onde se nota bem a fruta e que é bem fácil de gostar. É fácil e é bom. Simples!
Região: Douro
Produtor: Niepoort
Teor alcoólico: 13%
Nota: 7/10
Região: Douro
Produtor: Niepoort
Teor alcoólico: 13%
Nota: 7/10
Maritávora Branco Reserva 2006
Este branco mineral é um achado. Não é só natureza. Há muito saber de quem o faz. E muito prazer de quem o bebe.
Região: Douro
Produtor: Quinta de Maritávora
Nota: 9/10
Região: Douro
Produtor: Quinta de Maritávora
Nota: 9/10
Geheim Rat «J»
Este é um riesling do Reno onde se notam bem as notas de fruta topical, nomeadamente de manga. É um vinho leve e elegante, que não se torna enjoativo. Vai bem nesta altura do ano.
Região: Rheingau (Reno)
Produtor: Weingüter Wegeler
Teor alcoólico: 12%
Nota: 6,5/10
Região: Rheingau (Reno)
Produtor: Weingüter Wegeler
Teor alcoólico: 12%
Nota: 6,5/10
sábado, junho 02, 2007
Quinta de Saes Reserva Estágio Prolongado 2005
Belo e rijo vinho. Nariz muito agradável com fruta sem demasia e presença de madeira. Vinho adstringente e com energia. Será muito interessante bebê-lo dentro de um tempo.
Produtor: Álvaro de Castro
Região: Dão
teor alcoólico: 13%
Nota: 7/10
Produtor: Álvaro de Castro
Região: Dão
teor alcoólico: 13%
Nota: 7/10
segunda-feira, maio 21, 2007
Pedro e Inês 2003
Um tinto profundo, misterioso, onde se notam ameixas e madeira. Mais do que dizer há que provar.
Região: Dão
Produtor: Dão Sul
Teor alcoólico: 14%
Nota: 8,5/10
Região: Dão
Produtor: Dão Sul
Teor alcoólico: 14%
Nota: 8,5/10
sábado, abril 28, 2007
Quinta de Cabriz Reserva 2004
Este tinto está bem melhor no nariz do que na boca. Sinceramente achei-o demasiado festivo e, por conseguinte, cansativo nos aromas, tal a festarola. Bastante floral, sobretudo violetas, alguma fruta madura, baunilha e um toque levezinho a couro. Tudo muito bem, mas com o passar da refeição tornou-se fatigante, sobretudo ar do ramalhete. Na boca é maciozinho e bem mais desinteressante face ao esplendor olfactivo e incaracterístico, com alguma fruta discreta. Todavia não se pense mal, que está um bom pedaço de vinho.
Produtor: Dão Sul
Região: Dão
Nota JB: 5,5/10
Nota PR: 5/10
Produtor: Dão Sul
Região: Dão
Nota JB: 5,5/10
Nota PR: 5/10
quinta-feira, abril 26, 2007
Cartuxa 2002
Este vinho é um clássico e, como tal, não desilude. É o que é. Encanta quanto baste e evoca paisagens doutro tempo. Merece ser bebido. Tem fruta discreta e madeira nobre. É bem elegante e distinto. Bem equilibrado. Um belo alentejano.
Região: Évora - Alentejo
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Teor alcoólico: 13,5%
Nota 7/10
Região: Évora - Alentejo
Produtor: Fundação Eugénio de Almeida
Teor alcoólico: 13,5%
Nota 7/10
sexta-feira, abril 20, 2007
Encostas de Penalva 2004
Comprei este tinto por menos de dois euros. Antes que me argumentem que por esse preço não há bom vinho, respondo que os países do «novo mundo» aí estão para provar o contrário: vinho de grande consumo a preços acessíveis e que nem todo o vinho tem de ser uma preciosidade e caro. Repito que me marimbo para o preço e para as relações de qualidade e preço. Bebo o que gosto e recomendo o que julgo valer a pena.
Neste caso não recomendo. No nariz é um soco de álcool, o que transborda para a boca. É maciosinho e tal, mas nada mais. É desinteressante como uma folha de papel. Não percebo. Nem sequer percebo como foi aprovado como Dão, pois vinho desta qualidade deveria ser chumbado em nome da dignidade e reputação da região. Certamente só porque rende uns cobres em selos de certificação é que é aceite pela entidade que deveria zelar pela qualidade da denominação ou então em nome dum qualquer direito adquirido. Não percebo o que este vinho possa significar para quem o produz, pois não pode encher de orgulho quem o faz. Não percebo como chega ao mercado este vinho e, para mais, com o selo Dão à garupa.
Região: Dão
Produtor: Adega Cooperativa de Penalva do Castelo
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 2/10
Neste caso não recomendo. No nariz é um soco de álcool, o que transborda para a boca. É maciosinho e tal, mas nada mais. É desinteressante como uma folha de papel. Não percebo. Nem sequer percebo como foi aprovado como Dão, pois vinho desta qualidade deveria ser chumbado em nome da dignidade e reputação da região. Certamente só porque rende uns cobres em selos de certificação é que é aceite pela entidade que deveria zelar pela qualidade da denominação ou então em nome dum qualquer direito adquirido. Não percebo o que este vinho possa significar para quem o produz, pois não pode encher de orgulho quem o faz. Não percebo como chega ao mercado este vinho e, para mais, com o selo Dão à garupa.
Região: Dão
Produtor: Adega Cooperativa de Penalva do Castelo
Teor alcoólico: 12,5%
Nota: 2/10
domingo, abril 15, 2007
Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas 2004

No nariz há a apontar de negativo um forte odor alcoólico, que esmaga tudo à volta. È preciso esperar antes que os restantes aromas venham à tonam. De resto é bem agradável a suave compota e canela que nele se notam. Na boca, este tinto é potente, com bons taninos, com compota, fruta vermelha discreta, madeira. Belíssimo. Será bom bebê-lo daqui por um par de anos.
JB
Região: Douro
Produtor: Sociedade Agrícola da Quinta do Crasto
Teor alcoólico: 14,5%
Nota JB: 8/10
Nota PR: 8/10
JB
Região: Douro
Produtor: Sociedade Agrícola da Quinta do Crasto
Teor alcoólico: 14,5%
Nota JB: 8/10
Nota PR: 8/10
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